Notas Mensais – Fevereiro 2014 – Março 2014

Olavettes 1

Em certa divulgação do meu blog, há um sujeito que fala que não debate com abortistas, no caso, eu. Fora a imbecilidade intrínseca ao termo “abortista”, sobre a qual falarei posteriormente, e fora o fato de ser impossível saber se alguém é “abortista” ou não antes de se debater com o cidadão em questão (ou seja, que esse sujeito pode ter debatido com “abortistas” sem nem saber), acho que devo passar, logo, minha ficha aos que queiram ter motivos para não debater comigo: Sou “abortista”, “eutanasista”, “cotista” – apenas racial e apesar de não ter nem chegado perto de precisar de qualquer Cota, mas um dia também explico isso direito, ou seja, paciência, leitor direitista -, corinthiano, apolítico, anti-direitista, anti-esquerdista, ateu anti-neo-ateísta, armamentista, defensor da Pena de Morte, contrário à Prisão Perpétua, agnóstico quanto ao casamento gay e à adoção de crianças por casais gays (apesar de tender a defender mais do que a rejeitar ambas as propostas), agnóstico a parte das premissas da teoria do Preconceito Linguístico, contrário a outra parte das premissas da mesma teoria, anti-anarquista, anti-libertário AO EXTREMO, existencialista e parcialmente diderotiano e nietzscheano, além de acreditar que educação, a partir de certo ponto da vida, deva ser facultativa e de passar perto, muitas vezes, do niilismo e do ceticismo. Ah, e, sim, uso uma foto de anime não só porque curto o anime, mas para ver quantos idiotas usá-la-ão como argumento contra a minha pessoa e em prol de sequer considerar meus argumentos.

E você, aí, se fiando apenas no “abortista”.

Por que não sou um analista de discurso? – Versão abreviadíssima

Podem me acusar, nesta minha nova fase de blogueiro da “extrema-direita”, de várias coisas, menos de eu já ter dito que era um “analista do discurso”, o que não direi em um futuro tão próximo, por uma questão muito simples: Para qualquer um que tenha cursado pelo menos dois anos de Letras com o mínimo de seriedade, não é difícil ouvir, já nas primeiras aulas sobre a Análise do Discurso, que esta, ao contrário da Linguística Textual, não é uma área que tem como enfoque, no momento da análise, o indivíduo em si, mas sim, vulgarmente falando, “as classes”. Ora, se eu questiono até mesmo a existência de classes (ou melhor, de pessoas como meras categorias de pensamento, entre elas a dicotomia imbecil “opressor” x “oprimido”), como vou aceitar e partir dos pressupostos de uma área que tem como premissa básica a existência de classes e, muitas vezes, a existência dicotômica de classes?

Da diferença entre o Socialismo e a Social-democracia

Uma coisa deve ser esclarecida: É lógico que existe uma grande diferença entre o Socialismo e a Social-democracia. No Socialismo, a divisão igual da miséria entre as pessoas é forçada. Na Social-democracia, a divisão igual da miséria entre as pessoas ainda é forçada, mas sob o pretexto de “democratizar o acesso à renda” ou alguma variação disso.

Sheherazade e a direita – Uma clarificação

Quando escrevi o segundo ou terceiro dos meus posts sobre Rachel Sheherazade (porque sei que já a havia citado no meu post sobre o Carnaval, mas não me lembro se a citei antes ou depois disso), ou seja, o texto em que ponho em dúvida sua nomeação como a “musa da direita”, obviamente não pelo “musa”, mas pelo “da direita”, não tive, em momento algum, a intenção de dizer que Rachel NÃO É de direita, nem de papagaiar que não se deva defender Rachel quando se concorda com o que ela diz (ou criticá-la quando for necessário TAMBÉM).

O que quis fazer, ali, foi um questionamento à “nova direita brasileira” e à sua mania de chamar de “conservador” ou “de direita” qualquer um que faça um comentário sequer que vá contra alguma causa progressista, mesmo sem saber sequer se o novo direitista é mesmo de direita e se tem noção do que significa ser de direita e ser de esquerda.

Além disso, mesmo com a recente declaração dela de que está mais à direita do que à esquerda – o que, a rigor, não significa nada, pois eu mesmo também posso ser considerado como alguém que está mais à direita do que à esquerda e ainda assim quero que a direita e a esquerda morram, como visões políticas, juntas e abraçadas de preferência -, minha principal dúvida ainda persiste: Afinal, será que a jornalista do SBT encontraria o mesmo apoio da direita se ela tivesse, ao contrário, confirmado que está mais à esquerda do que à direita, ou mesmo que é, na verdade, ferrenhamente de esquerda? Quantos desses defensores da liberdade de expressão e da civilização ocidental defenderiam o direito à voz de Sheherazade com a mesma fervorosidade?

Diderotismos 2

Se Diderot estiver certo e um discurso for tão mais poderoso quanto menos palavras tiver (o que, por corolário, torna o silêncio o discurso mais poderoso), então o absoluto silêncio dos então “revolucionários de 13” sobre o crime cometido pelos Black Blocs contra mídia será, sem dúvida, bem mais esclarecedor do que os pronunciamentos intermináveis dos mesmos “revolucionários”, na época, sobre os objetivos de sua revolta.

Sobre o Autor: Octavius é professor, graduando em Letras e polemista medíocre. Ainda espera pelo chororô conservador contra suas citações de iluministas.

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4 comentários

    1. Eita, uma petralha por estas bandas, rrsrsrsrssrs

      Senhora, com todo o respeito que eu devo a qualquer partido político do Brasil, é exatamente porque não quero destruir o “pais” (o que quer que isto signifique) que quero que petralhas, tucanos e todos os outros se explodam. Não acredito em política partidária como redentora, vocês que o fazem.

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