Em defesa da revista VEJA e da “imprensa direitista-psdbista-conservadora-reaça-fascista-cristã”

Vejista-direitista-psdbista-cristão-reaça-conservador-fascista-racista-machista-homofóbico-patriarcalista-transfóbico-ateofóbico em um típico momento de proposição da censura às vozes da esquerda nacional.

Vejista-direitista-psdbista-cristão-reaça-conservador-fascista-racista-machista-homofóbico-patriarcalista-transfóbico-ateofóbico em um típico momento de proposição da censura às vozes da esquerda nacional.

Uma das alegações da esquerda contra a existência em si da revista Veja – e de outras mídias que eles costumam chamar de “direitistas conservadoras” -, famosa por seus posicionamentos antipetistas e antiesquerdistas,  é que esta, segundo os adeptos da sinistra (e falo tanto no sentido latino quanto no sentido português), gosta do regozijo da “desinformação”, que não é bem o que a revista faz, pois os vi poucas vezes indo a países comunistas e plantando falsas informações para desacreditar os governos de lá, a não ser que consideremos o Brasil um país comunista, o que, em si, contradiz todo o discurso da esquerda sobre nosso atual panorama político.

O problema é que, de fato, a Veja sente prazer em “desinformar” (isto, lógico, aceitando a premissa esquerdista de que todo mundo tem uma “ideologia”, o que é tão falso e perverso quanto nota de 7 reais) tanto quanto mídias de esquerda como Carta Capital, Caros Amigos e Pragmatismo Político, que fazem constante campanha para que suas boas intenções – e aqui que me desculpem os amigos esquerdistas que ainda me restam, mas vocês sabem bem que não acredito nos “bons sentimentos” da esquerda, o que decorre do fato de eu ter sido militante de esquerda no passado – sejam transformadas em leis e/ou que inspirem as leis a cassarem a palavra de jornalistas, humoristas e afins, como vêm, incessantemente, tentando fazer com a jornalista Rachel Sheherazade e com o humorista ex-Band e agora do SBT Danilo Gentili, que, ao contar uma piada sobre Cuba, foi acusado, caradepaumente, de “preconceito contra nordestinos”.

Eis, aí, a grande diferença de método das duas revistas. Do que eu me lembre, de todas as vezes que li a VEJA ou outras mídias “direitistas”, nunca vi alguém lá propondo, necessariamente, censura a ideias de esquerda (já vi ridicularizações, mas nunca censura ou proibição da voz da esquerda), e esses alguéns incluem até mesmo Reinaldo Azevedo e J.R.Guzzo, os mais direitistas e conservadores “hidrófobos” de lá. Já no Pragmatismo Político, na Carta Capital e na Caros Amigos, de cada 10 reportagens ou artigos que leio, 11 e meio, no mínimo, propõem a instauração do regime de boas intenções por meio da lei, o que é, na prática, uma revolução à la Gramsci, id est, sem ruptura direta com os mecanismos da sociedade que se quer mudar, o que é não só autocontraditório com o conceito tradicional de revolução em si (“às armas, companheiros!”) como também é de uma crueldade psicológica atroz, pois a mesma esquerda, quando o que chamam de direita se opõe a qualquer de suas sandices, já começa a gritar “Fascistas! Viúvas dos militares!”, mesmo que seus opositores sejam imoralistas declarados e/ou defensores convictos da liberdade de expressão.

Acredito, então, que é deveras importante que exista ao menos um órgão que dê a Constantinos, Pondés, Azevedos, Olavos, Guzzos, Ioschpes, Lufts, Becharas, Felipes Brasis et cetera a liberdade de expressarem seus posicionamentos e, lógico, arcarem com as responsabilidades por isso (o que não significa que se possa, digamos, “autocensurá-los”), não por meus visíveis, claros, óbvios, patentes, evidentes, clarividentes e manifestos problemas com o esquerdismo nacional, mas porque, enquanto uma ou duas revistas lhes dão voz e vez, outros trocentos órgãos de mídia os ignoram ou, pior ainda, propõem a supressão de suas opiniões por meio da lei sob o argumento de que “não cumprem função social” e/ou “são muito boçais”. Não custa lembrar, no entanto, que, por mais que se ache os autores acima boçais (o que não é meu caso), os boçais também podem expressar suas opiniões, também acertam e, similarmente aos brutos, também amam (rsrsrs).

Sobre o Autor: Octavius é professor, graduando em Letras e polemista medíocre. Promete contar, dentro em breve, como entrou e como saiu do comunismo militante. Até lá, contará com a paciência dos leitores, que, espera, não vão querer censurá-lo se o considerarem “de extrema-direita”.

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6 comentários

    1. Marco,

      Sim, é, pois a perspectiva da esquerda, ao menos em primeira instância, é a da mudança de instituições em prol da justiça social, e não do genocídio como primeira alternativa para fazer essa justiça. Um esquerdista, então, poderia tranquilamente discordar do método dos cinco, basta ser cético e usar o bom senso. Socialismo não é democrático, mas a esquerda pode ser, vide alguns membros da esquerda americana.

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