Eu, Apolítico – Pequenas corrupções e outras histórias: relato da partidolatria descarada da esquerda totalitária

Em um país dominado cognitivamente pelos embustes retóricos de intelectuais duplipensadores cujo único objetivo parece ser viver para a idolatria e a defesa de certo ParTido, não seria surpreendente se a moral social, justamente uma das instituições que protegem um país de ficar à mercê de morais estatais totalitarizantes,  começasse a ser ao mesmo tempo achincalhada por ser considerada “opressora” e utilizada quando conveniente justamente para proteger certo ParTido supracitado da prestação de contas à população, que é um dever de todo estadista minimamente escrupuloso.

Emblemático, nesse sentido, é o caso das pequenas corrupções. Aproveitando a atmosfera criada por uma oposição tola que ainda não entendeu que casos como o mensalão devem ser descritos como algo para além da corrupção tradicional da política brasileira, uma série de cretinos esquerdistas tidos como intelectuais por outros esquerdistas ainda mais cretinos passaram a apostar alto, e a ganhar, no seguinte discurso: sendo pequenas corrupções, por lógica, também encaixadas como corrupção, e tendo todos os brasileiros as praticado ostensivamente em vida independente de suas motivações e de suas consequências, quem teria moral para reclamar da corrupção governamental sem deixar para trás de si um rastro de hipocrisia?

Para quem une Tico (não, não é o famoso roqueiro chapa-branca) e Teco por dois segundos, não é difícil perceber que a cretinice é tanta que nem resposta polida os defensores desse discurso merecem.

Abandonando, completamente, o senso de proporções, o falso moralismo isentista de esquerda iguala duas espécies cujas diferenças gritantes quase nos fazem duvidar de que pertençam ao mesmo gênero. Descartando desavergonhadamente o fato do abismo que existe entre as consequências das grandes e das pequenas corrupções (a não ser, claro, quando as pequenas são auxiliadas pelas grandes), esses embusteiros da esquerda nada utópica se aproveitam do parvoísmo em termos de política predominante entre as pessoas comuns para emplacar, praticamente sem oposição, esse discurso perverso.

Enfeitiçadas desde sempre por um puritanismo hipócrita que as faz se preocuparem acima de tudo não com a real moralidade, mas com a aparência de moralidade, essas mesmas pessoas comuns ou se retiram do debate político ou passam a abraçar e consagrar a perversa moral desses duplipensadores, disseminando de maneira cada vez mais perturbadora essa ausência  senso de proporções cuja finalidade política é óbvia: consolidar ainda mais o poder e a aura de sacralidade do ParTido na presidência.

Mais óbvia ainda é a fórmula para reverter esse processo: o desmascaramento sistemático e tão rápido e persistente quanto possível dos apologetas dessa canalhice, além da ridicularização dessas personalidades e da divulgação, não apenas uma vez ou outra, mas em profusão até maior do que como a esquerda faz, dos frames de acusação a serem utilizados pelos defensores da sanidade mental geral.

Tudo isso, justamente, servirá para garantir que, no mínimo, os não-esquerdistas continuem sendo não-esquerdistas, isto é, evitando, para a direita, a criação de novos inimigos políticos que, a depender de seus talentos, podem inclusive dificultar as coisas abrindo novas frentes de batalha na guerra política.

Como esperar atitudes tais, contudo, de uma direita que mal passou a namorar a política e já parece querer pular para a parte do divórcio, posto que faz questão de reiterar, sempre que possível, o seu ódio à política?

Octavius é professor, graduando em Letras, antiolavette e polemista medíocre. Não consegue levar a sério quem se preocupa mais com as pequenas corrupções do que com a grande corrupção mental e moral promovida por certos intelectuais. Não disse nada, mas, no caso, são os intelectuais de esquerda.

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