Eu, Apolítico – Os canalhas da esquerda contra o novo MEC: ué, mas ficar dividindo o conhecimento em “caixinhas” não era errado?

Nem de longe sou um admirador do atual presidente em exercício, Michel Temer, apesar de achar peemedebistas fisiológicos bem menos piores do que petistas totalitários. Preciso admitir, porém, que, pelo menos em um de seus primeiros atos de governo, Temer fez um grande favor à humanidade ao induzir a própria esquerda a desnudar um pouco mais a canalhice que a esta é tão característica.

Refiro-me, por óbvio, à fusão prometida por Temer entre Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Cultura (MinC), o que não só daria sentido à sigla MEC em si (a não ser, é claro, que o C da sigla representasse “canalhice” ou algo do tipo) como principalmente seria o começo de uma bela e necessária enxugada na máquina estatal, já que está claro para qualquer um que não seja um adorador do Estado que é muito possível e muito mais viável administrar educação e cultura com um mesmo ministério.

A esquerda, ao ouvir essa ideia, correu a começar, como sói, a fingir cinicamente estar preocupada com o futuro da educação e da cultura no país, já que, pelo visto, só há e só poderá haver educação e cultura nas terras tupiniquins se houver ministérios separados que aleguem cuidar dessas áreas – a burocracia, como sempre, vindo antes da iniciativa individual.

Como sua oponente mais assídua é a direita puritana e mal informada que se recusa a jogar a guerra política por motivos os mais babacas, a esquerda deitou e rolou e, certamente, ganhou, com todo esse teatro pérfido, mas politicamente útil, mais alguns simpatizantes para as suas totalitarices de sempre.

Esse fato, contudo, só se deu porque pouquíssimas pessoas no Brasil conhecem a esquerda e, ao mesmo tempo,  aplicam de modo eficaz contra os esquerdistas o princípio da guerra política de fazer o oponente sucumbir pelo próprio livro de regras.

Qualquer um que tenha alguns amigos ou conhecidos professores de esquerda já deve ter ouvido a história de que nosso sistema de educação é opressor e ultrapassado porque, ao invés de abordar o conhecimento de maneira transversal e integradora, este divide o conhecimento em “caixinhas” e aproxima o aluno do saber de maneira incompleta e pouco estimulante justamente por vigorar essa “linha de produção fordista” na escola. Por que, por exemplo, segundo os canhotos da política e da educação, separar Filosofia de Sociologia, História, Letras, Psicologia ou mesmo Cultura se essas disciplinas são umbilicalmente relacionadas?

A mesma esquerda cretina também defende, em suas vertentes mais radicais principalmente, que certos preconceitos e divisões só se reproduzem entre a população porque estariam presentes de partida no próprio Estado/Governo. Haveria racismo, machismo e homofobia no Brasil, por exemplo, não por causa da ação de indivíduos isolados, e sim por serem as estruturas do Estado racistas, machistas e homofóbicas.

Ora, leitor, é imperativo usar a lógica aqui: por mais que educação e cultura sejam assuntos diferentes, sua proximidade umbilical não pode ser desmentida. Tratá-las de modo separado, se aceitarmos as premissas da esquerda, é um erro e uma imoralidade. Separá-las administrativamente,  e  com isso perpetuar estruturas obsoletas e opressoras, então, é ofensa mais grave ainda.

Não creio que preciso, pois, ajudar o leitor ainda mais a ligar os pontos, portanto encerro este artigo com uma pergunta: será, diante de todo o exposto, que, na teoria, a prática é outra, ou, o que é mais provável, “habemus” canalhas à esquerda fazendo suas canalhices de sempre?

Octavius é professor, graduando em Letras, antiolavette e polemista medíocre. Acredita seriamente que os idiotas úteis da esquerda são, em sua maioria, homens de princípios: princípios de vigarice.

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