O “Mineirazo” em 2034: 20 anos depois, o que terá mudado?

“O ano é 2034. Depois de uma série de fracassos em competições internacionais, incluindo uma eliminação nas eliminatórias para a Copa de 2018 na Rússia e um vergonhoso 6 a 0 para a Argentina nas quartas de final da Copa América de 2023, o Brasil, antes o país do futebol com suas cinco estrelas na amarelinha, pode agora ser considerado nada mais do que uma seleção mediana em declínio, tendo inclusive deixado de ser o maior campeão do mundo 4 anos atrás quando a Alemanha, depois de uma final surpreendente contra a sempre perigosa Itália, conquistou sua sexta Copa do Mundo de maneira brilhante e mostrou a força de seu futebol coletivo, leal, inteligente e tático.

Amanhã, os alemães tentarão seu sétimo título contra a poderosa Espanha, que, depois de alguns anos no limbo por causa da goleada sofrida para a Holanda em 2014, também se reinventou e voltou a ser uma das seleções que ditam as tendências no futebol.

Sobre isso, o coordenador de seleções, Carlos Alberto Parreira, chamado para o cargo para trazer a renovação ao Brasil, preferiu se abster de maiores declarações”

Não, amigos, isto não é qualquer tipo de previsão sobre as próximas Copas do Mundo e seus vencedores. É, na verdade, apenas uma distopia futebolística que, para este blogueiro, pode muito bem acontecer no ritmo que as coisas andam no futebol brasileiro. Afinal, o que mais esperar de um futebol em que a discussão sobre esquemas táticos é considerada algo desnecessário porque envolve muitos detalhes? Em que volantes, fora raras exceções, ainda são utilizados como meros brucutus para “liberar o lateral para o ataque”? Em que o que importa é o resultado, e não demonstrar um bom futebol? Em que “espetáculo” é não um futebol coletivo e inteligente, mas um futebol individualista, cheio de firulas e de craques que servem como salvadores da pátria que devem carregar o time nas costas?

Concordo com o amigo Marcos Lannes quando diz que, dois anos depois do “espetáculo alemão na partida da abertura de olhos” (entendam essa citação aqui), não aprendemos nada. O que me preocupa, porém, é saber que é bem possível que, daqui a 20 anos, não estejamos mais falando que nada mudou, mas sim que tudo piorou.

Octavius é professor, graduando em Letras, antiolavette e polemista medíocre. Espera sinceramente que Tite não tenha de ser o técnico quando o Brasil sofrer novo grande revés.

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