Eu, Apolítico – As Olimpíadas do “mimimi”? Muita hora nessa calma, conservadores

Não é segredo para ninguém, a não ser para alguém extremamente alienado em relação aos fatos do dia, que, no dia de hoje, se encerraram os jogos olímpicos de 2016, sediados no Rio de Janeiro. Em termos desportivos, houve alguns destaques já previstos por todos, como o corredor jamaicano Usain Bolt, o ginasta japonês Ushimura e o nadador americano Michael Phelps, e houve alguns que, por seu ineditismo, surpreenderam até o mais otimista dos brasileiros, sendo dois fortes candidatos o ouro do futebol olímpico masculino e o desempenho do Brasil na canoagem com o jovem Isaquias Queiroz e suas três medalhas (duas pratas e um bronze).

Em termos políticos, porém, é que aconteceram os destaques que mais captaram a atenção deste articulista. Do caso de um garoto fã de futebol instrumentalizado pelas feministas para seus discursos políticos à implicância contra a faixa 100% Jesus exibida por Neymar ao comemorar o ouro olímpico, o fato é que tivemos, talvez, as Olimpíadas mais politizadas da história recente, superando e muito qualquer politização que tenhamos visto em Atlanta, Sidney, Atenas, Pequim e até mesmo em Londres, sendo que a politização já havia sido relativamente alta na capital inglesa.

Em face disso, alguns dos direitistas, quer conservadores, quer liberais, que não têm vergonha de declarar seu asco quanto a esse mundo superpolitizado criado pela esquerda foram rápidos e taxativos. Segundo eles, as Olimpíadas Rio 2016 entrarão para a história como “As Olimpíadas do mimimi”, já que a esquerda não hesitou por um minuto e reclamou abundantemente sobre qualquer conduta dos atletas que fugisse aos desejos totalitários e fascistas dessa mesma esquerda que finge se preocupar com oprimidos, mas que, na verdade, como qualquer ser humano mais ou menos racional já está careca de saber, só quer saber do poder pelo poder.

O caso, na verdade, é que o direitista que for inteligente enxergará, nos presentes jogos olímpicos, não “As Olimpíadas do mimimi”, e sim “As Olímpiadas da oportunidade”. Oras, se formos francos e se tivermos visão suficiente para ver para além das aparências, o fato é que, depois dessas Olimpíadas, a direita, independente de a que matiz religioso ou ideológico se filie, acabou de ganhar não só uma, mas várias oportunidades para começar a derrota de vez a esquerda em termos culturais.

A esquerda, por exemplo, desdenhou de e execrou sem dó os atletas militares, desde o atirador Felipe Wu até a dupla de vôlei de praia Alison e Bruno, que prestaram continência à bandeira nacional quando subiram ao pódio. O problema para a esquerda, no entanto, foi que, nos esportes individuais ou em dupla, foram justamente esses atletas os maiores responsáveis por, além de evitar um completo vexame brasileiro, também levar o Brasil, junto com os esportes coletivos, ao seu melhor desempenho em Olimpíadas.

Ficou claro para todos os que queiram ver, então, que, para a nossa esquerda canalha e fascista, suas fantasias ideológicas perversas são tão importantes que nem mesmo um momento de felicidade que seja é permitido se tudo não for feito de acordo com os delírios esquerdistas.

O brasileiro, pois, que se sentisse humilhado e ainda mais deprimido do que de costume ao assistir às Olimpíadas por semanas e ao ver, no quadro final, só as medalhas dos esportes coletivos e dos atletas civis: o que importa é que a ideologia dita protetora de oprimidos não seja desafiada, não é mesmo? Será que tamanha falta de empatia com os sentimentos dos outros passará impune e que os direitistas militaristas não tentarão lembrar o povo de tamanha crueldade constantemente?

Outro exemplo destacado é, sem dúvida, a implicância com a já citada faixa de cunho cristão na cabeça de Neymar. Contra ela, esquerdistas usam os erros passados de católicos e evangélicos (Cruzadas, Inquisição e tudo o mais que já conhecemos), alegando que um atleta utilizar esse adereço seria propaganda religiosa e que, mais ainda,  o próprio Neymar, além de vários outros que querem ser como Neymar, só professam certa religião porque foram doutrinados por seus pais ou responsáveis a fazê-lo.

Que moral tem para falar de qualquer tipo de doutrinação ideológica ou religiosa de crianças, porém, uma esquerda que usa despudoradamente um garoto inocente para fazer propaganda de feminismo às custas da seleção feminina de futebol, em quem caiu, também, uma pressão gigantesca que quase certamente atrapalhou  o bom time montado por Vadão na busca pelo inédito ouro olímpico?

Pior ainda: como uma esquerda podre como a nossa quer falar com autoridade moral sobre qualquer tipo de doutrinação ou sobre uso da imagem de  crianças para angariar simpatizantes a uma causa quando não tem a menor vergonha de se utilizar de crianças, de idosos, de gestantes e de qualquer outra figura pela qual o brasileiro médio sente empatia para divulgar mentiras totalitárias por meio das asquerosas fanfics de esquerda, cujo claro objetivo sempre foi aumentar a soberania psicológica dos esquerdistas sobre a cultura e sobre a sociedade?

Será, porém, que os direitistas cristãos (os mais diretamente ofendidos pela crítica à faixa de Neymar) e mesmo quaisquer direitistas seculares de bom senso deixarão sair impune uma esquerda que não perderá tempo e que apelará para canalhices dessa natureza para continuar a ganhar poder sobre todos, quer direitistas, quer não? Ou será, na verdade, que finalmente partirão de vez para a guerra política, isto é, para a alternativa mais moral e mais pacífica para derrotar a esquerda?

Reafirmo, em suma, a tese inicial deste artigo: só mesmo um direitista com pouca visão poderá notar apenas “mimimi” em tudo o que ocorreu nessas Olimpíadas. O direitista esperto, na verdade, notará oportunidades, sendo a principal delas, na realidade, a oportunidade de fazer que a esquerda não mais saia impune, politicamente falando, das totalitarices que prega. Ou é isso, ou continuarão a provar que ainda não entenderam como o mundo de fato funciona.

Octavius é professor, graduando em Letras, antiolavette e polemista medíocre. Espera francamente estar errado quando pensa que a direita, mais uma vez, irá comer bola politicamente.

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