Eu, Apolítico – Habemus Impeachment… mas, e agora?

Depois de trocentos e tantos meses de governo provisório do agora presidente efetivo, Michel Temer, finalmente acabou o processo de impeachment de Dilma Rousseff, agora ex-presidente do Brasil. Óbvio que, para qualquer defensor da liberdade que se preze, há muito o que comemorar, mas, para qualquer defensor consciente da liberdade que se preze, há também muito a se fazer. Temos o impeachment… mas, e agora?

Agora, meus amigos, não é a hora de dizer apenas que “não houve golpe algum”, mas sim de fazer o cidadão comum perceber e aceitar que “só um perfeito cretino, ou um fascista descarado, ainda pode dizer que houve qualquer golpe”. É hora, pois, de aprender que, em política, via de regra, quem mais ataca é quem vence, ou, em termos de guerra política, o agressor geralmente prevalece.

Não é a hora de ficar falando simplesmente que “o PT nunca desistirá da retórica do nós contra eles” como se isto fosse algum tipo de segredo arcano só acessível a quem tem conhecimento elevado sobre política, e sim a hora de fazer os militantes da esquerda totalitária brasileira sentirem como é ser o alvo de um “nós contra eles”. Em termos de guerra política, não existe hora melhor para falar aos corações das pessoas sobre todas as barbaridades cometidas por 14 anos de petismo e sobre como eles, os petistas e os esquerdistas totalitários em geral, não podem mais voltar ao poder nem em um milhão de anos.

Não é a hora, também, de bradar aos quatros ventos “eu não tenho político de estimação!”, rotulando a si mesmos como os mais virtuosos da terra. É, na verdade, a hora de mostrar como os oponentes retóricos, os esquerdistas totalitários, é que são tão repletos de vícios que conseguem ser piores até mesmo do que os piores políticos anteriores a eles. Novamente em termos de guerra política, é hora, pois, de rotular não a direita ou o antiesquerdismo como o bem na terra, mas o esquerdismo como um mal intolerável, e, portanto, como inadmissível em um mundo civilizado e livre.

É, em resumo, a hora de a direita aprender de vez a utilizar a guerra política a seu favor, e não de os direitistas ficarem choramingando bobagens do tipo “ain, a esquerda só ganha na política porque é trapaceira e imoral”. Guerra política, afinal, não tem nada de trapaça e de imoralidade, pois, além de ser o mais moral e o mais pacífico dos métodos de combate ao totalitarismo, é também a mera aplicação, ao contexto político, de alguns princípios que já utilizamos na vida social, ainda que não percebamos.

É, pois, a hora de a direita crescer (de envelhecer, inclusive) e aparecer. Ou é isso, ou é Lula 2018, Lula 2022, Haddad 2026, Haddad 2030…

Octavius é professor, graduando em Letras, antiolavette e polemista medíocre. Não é dizendo nada, mas seu ebook sobre guerra política esclarece muita coisa.

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