Ad Hominem

Espírito de Aniversário 2.0

Sim, amigos leitores, hoje é o aniversário deste que vos fala. O único presente que espero de vós, porém, é que continuem a dar a vossa valorosa audiência, como o fazem já há 3 anos, desde “O Homem e a Crítica”, e que, se possível, também tragam novos leitores para este blog.

Resolvi, então, fazer como no ano passado e dar-lhes, eu mesmo, uma série de presentes, de recomendações, seja de leituras ou de vídeos,  sobre alguns temas relevantes para a sociedade. Sem mais delongas, vamos às recomendações.

PT, Mensalão e outras esquerdices

O primeiro dos temas, certamente, é o recém-terminado julgamento do Mensalão, talvez o maior projeto de poder já revelado até esta data. Para uma série de boas análises, recomendo, além do tradicional blog do Reinaldo Azevedo, os textos do Implicante Flávio Morgenstern sobre todo o caso. Ei-los:

Blog do Reinaldo Azevedo

Advogado de Delúbio diz que mensalão foi união pelo bem do Brasil. Ele pode ocupar o STF – Implicante

Breve análise da defesa dos mensaleiros – Implicante

Dias Toffoli e os palavrões contra Noblat – Implicante

Mensalão: coincidências, loucura e método – Implicante

Dirceu  solta rojões. Hora de FINALMENTE entender o que foi o mensalão – Implicante

O mensalão não foi um caso de corrupção. O mensalão é uma mentalidade – Implicante

Frei Betto: “O PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder” – Implicante

Recomendo, também, sobre o mesmo tema, a série de debates promovida pela revista VEJA sobre o julgamento do Mensalão, série esta que, coincidentemente, acabou ontem, 21/03/2014, pouco mais de uma semana após o fim do julgamento. Linkarei apenas o 60º e último debate, mas também recomendo, fortemente, o 39º, o 56º e o 57º, em que se vê, muito claramente, que se trata, definitivamente, de um projeto de poder, não de mero caso de corrupção (o que já seria grave).

Já quanto aos desmandos do atual governo lulo-dilmopetista, recomendo a entrevista do ex-Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., ao Roda Viva, em que este expõe um pouco do esquema de assassinato de reputações que acabou investigando e do qual foi vítima, em especial ao final de sua passagem pelo segundo governo Lula (2007-2010).

A Imprensa, a Rede Globo e a surpresa ghiraldelliana

O próximo tema que quero abordar nas recomendações é o papel da mídia na sociedade e os limites da liberdade desta mesma mídia de transmitir e divulgar informações. Para este fim, farei algo que, ao meu leitor habitual, soará estranho: Recomendarei um artigo muito bom do intérprete de Rorty Paulo Ghiraldelli Jr. (!!!), já criticado mais de uma vez por essas bandas, sobre a relação entre os universitários e a Rede Globo de Televisão, cotidianamente achincalhada por aqueles, sendo colocada como um instrumento para espalhar informações superficiais.

Para argumentar com o leitor sobre a necessidade desta leitura, pontuo que Ghiraldelli faz um teste que, apesar de não-científico, apresenta resultados muito interessantes sobre o quão sólidos estão, na mente de universitários brasileiros, alguns dos conceitos necessários para se entender, por exemplo, o Jornal Nacional. Apesar, então, de partirmos de premissas diferentes, creio que eu e Ghiraldelli, neste ponto, acabamos por concordar em gênero e número.

Também recomendo um próprio artigo, cujo título é “Mídia, Superficialidade e Liberdade”, que já foi transposto do finado “O Homem e a Crítica” para este blog. Nesse artigo, abordo alguns erros da nossa atual mídia, mas mostro que, apesar de sua superficialidade na maior parte das questões, não é a censura a solução para esse problema. Também o recomendo porque, creio, foi muito pouco lido até agora, apesar de ter sido, em minha opinião, um de meus melhores artigos.

Seguem abaixo, então, os referidos artigos:

Não entende o JN, mas faz pose – Paulo Ghiraldelli Jr.

Eu, Apolítico – Mídia, Superficialidade e Liberdade

A Marcha da Família – “O Retorno”

O último tema escolhido por mim foi a famosa “Marcha da Família com Deus pela Liberdade contra o Comunismo – O Retorno” (reafirmo, como sempre, que este “O Retorno” não serve nem em título de filme do Batman, quanto mais para um evento sério), que acontecerá, coincidentemente, no dia de hoje, o que, como o leitor imagina pelo artigo que escrevi sobre a tal Marcha, deve me deixar extremamente feliz.

No tocante a este assunto, recomendo, além de meu próprio artigo, os dois artigos já citados neste blog escritos por Luciano Henrique Ayan e um artigo mais recente do amigo Francisco Razzo, que decidiu, por hora, investir um tanto mais em seu blog pessoal (o que, apesar de ser um seu leitor no Ad Hominem, considero ótimas novas), em que expõe como existe, na verdade, uma dissonância entre o real conservadorismo e os objetivos dos marchantes. Aqui estão, então, todos os artigos linkados:

A militância “Luísa Mell” do militarismo de direita – A sorte está lançada – Apoliticamente Incorreto

Por que não apoio “Marcha da Família” e muito menos pedidos por volta dos militares – Luciano Ayan

Mais motivos para eu ser contra os pedidos por “volta de militares” – Luciano Ayan

A ameaça totalitária e os fantasmas ideológicos – Francisco Razzo

Extras

Apesar de não serem relacionados a nenhum dos temas acima, não posso deixar o meu leitor sem uma série de recomendações de boas leituras, seja para a fruição, seja para a compreensão filosófica mais apurada.

Recomendo, portanto, entre outros, o blog pessoal de Gustavo Nogy, outro dos escritores do já citado Ad Hominem. Em seu blog, Nogy pretende abordar, com concisão e brevidade não encontráveis, ao menos por mais algum tempo, neste blog, os mais variados assuntos, indo desde o feminismo até a recomendação dos maiores entre os clássicos da Literatura. Muito provavelmente, em certo ponto, teremos, um com o outro, certas rusgas, mas, enfim, ossos do ofício, e ossos que não o tiram do posto de cronista infinitas vezes melhor do que qualquer cronista que tenha aparecido na grande mídia nos últimos 20 ou 30 anos. Segue o link de seu blog: http://www.gustavonogy.com/

Em segundo lugar, mas não menos importante, recomendo um dos blogs que, creio, está mais subvalorizado internet afora, que é o de meu amigo Antunes Fernandes. Linko-vos, aliás, a um artigo específico e bem recente, intitulado Estupidez é Poder, em que Antunes coloca, na mesa, uma boa hipótese para o porquê de as pessoas, especialmente as massas, aderirem tão fácil a todo tipo de ideologia autoritária ou totalitária em potencial.

Por último, sugiro, a todos os meus leitores, independente de posicionamento político, uma série de livros que andei lendo e que achei, pelos mais diversos motivos, muito interessantes. É possível, também, que venha a comentar sobre algum ou sobre todos estes livros no futuro, e é provável que use algum deles como referência em uma de minhas análises. Segue, então, a lista:

A ética protestante e o “espírito” do Capitalismo – Max Weber

O Nascimento da Tragédia – Friedrich Nietzsche

Ecce Homo – Friedrich Nietzsche

O Sobrinho de Rameau – Denis Diderot

O Filho Natural – Denis Diderot

Jacques, o Fatalista, e seu Amo – Denis Diderot.

That’s all, folks.

Sobre o Autor: Octavius é professor, graduando em Letras e polemista medíocre. Salvou-se do comunismo antes do 20, mas pretende continuar a salvo da direita ao menos até os 60.

 

Notas Mensais – Novembro – Dezembro 2013

Inspirado em uma ideia inovadora de meu amigo Gustavo Nogy, do blog Ad Hominem – Humanidades e outras falácias, resolvi postar, para a posterioridade e para quem não vier a ver na hora, algumas de minhas notas facebookianas, em especial as um tanto mais extensas. Já esta data, 04/12/2013, foi escolhida por meu blog ter sido fundado em um dia 04, o de Fevereiro de 2011, o que fará com que, no aniversário de 3 anos, quando mudar de plataforma, este tipo de post ser um dos inaugurais e garantidamente constantes (a não ser, claro, que eu perca o acesso à Internet).

Enfim, vamos às notas, que falarão, hoje, na ordem, sobre Cientificismo (sobre o qual ainda falarei neste blog), Humor (sobre o qual já falei no blog por diversas vezes), Linguística (ainda a comentar mais profundamente) e Gregório Duvivier (sobre o qual espero NÃO mais comentar por estas bandas).

PS: A explicação só será dada esta vez. Nas outras, linkarei este post (ou não).

1

“Infelizmente, no Brasil, o cientificismo está “moralizado”, está como uma coisa que não presta, que não deve ser levada a sério, que é uma visão reducionista das coisas.

É, no Brasil e em qualquer lugar do mundo em que as pessoas tenham mais de um neurônio ativo no cérebro. Aliás, existe um lugar específico em que o cientificismo é levado a sério: Na cabeça de cientificistazinho burro que acha que “só através da ciência a gente vai alcançar a evolução da nossa sociedade”, como se a ciência tivesse qualquer pretensão de se envolver nesse tipo de patacoada.

E, sobre o uso do termo “evolução”, Darwin não curtiu isso.

  Humor: O império esquerdista contra-ataca

Caros controladores do riso alheio, entendam de uma vez: O brasileiro não se “acomoda com a situação” ou é “racista, machista, homofóbico, transfóbico e ateofóbico” por rir do conteúdo A, B ou C ou por fazer piadas com quem quer que seja. Esse tipo de juízo é, no máximo, uma pseudo-psicanálise furada – a ideia de que é o riso é um dos elementos que nos define – aliada a uma petição de princípio cretina – a petição de que, se eu rio de uma piada com o grupo X, logo sou contra este grupo.

O brasileiro, na verdade, se acomoda com a situação por três motivos, que podem estar interligados ou não: É frouxo demais para se arriscar a perder o que tem, não tem ímpeto revolucionário (nem precisa ter, na verdade) e SABE que, por mais que se faça, a estrutura do poder no Brasil, dominada pelo paternalismo esquerdista, não permitirá nada fora do Estado e, principalmente, nada MELHOR do que o Estado, fazendo com que qualquer esforço fora dessa mesma estrutura de poder para ir mudando a situação aos poucos se torne, ao fim e ao cabo, inútil.

O detalhe é que, em um país como este, mobilização só adianta se for para mudar o sistema de cabo a rabo, e o brasileiro não tem o mínimo preparo para fazer isso sem ser iludido por alguém metido a messias, algo de que a grande maioria dos brasileiros também têm consciência. Percebe-se, então, que quem age aqui não é a “indução à alienação pelo humor”, mas a voz da prudência e do bom senso.

Já quanto aos preconceitos listados, eu, defensor das Cotas Raciais, já afirmei isso peremptoriamente e não me arrependo: não somos racistas. O mesmo vale para “homofóbicos” ou qualquer outro adjetivo de denotação negativa. Podemos, sim, ter preconceito contra alguma coisa, só que não como bloco coeso, mas sim como indivíduos incoerentes por natureza e que, por questões tanto naturais quanto culturais E individuais, não têm como pensar o mesmo sobre todas as pessoas, quaisquer que sejam suas características físicas ou psicológicas.

É óbvio que há, no Brasil, racistas, homofóbicos, machistas e tudo o mais que queiram, mas daí a dizer que a entidade “brasileiro”, usada para representar a grande massa da população, é composta por esse tipo de gente é fazer uma generalização apressada e que sequer pode ser provada, visto que não há como medir, sem incorrer em algum vício, o grau de preconceito contra algum grupo de uma massa de 190 milhões de pessoas, o que faz com que essas afirmações (“Somos racistas, homofóbicos, etc”) sejam todas não-falseáveis e, por isso, impossíveis de serem colocadas sob qualquer investigação séria e minimamente fiável.

Esse tipo de frase, portanto, é puro apelo emocional de quinta e nada mais. Aliás, minto, é algo mais sim, é a tentativa por parte de certos grupelhos de inspiração totalitária de, progressivamente, ir criando o ambiente para o que eles querem instalar: Uma sociedade de fracos que precisam, desesperadamente, recorrer a todo tipo de censura possível e imaginável até mesmo quando meramente cogitam que alguém pense mal deles. E, não se enganem, ditar como deve ser feito o humor ou mesmo do que as pessoas devem ou não rir não só é um dos primeiros passos para a construção dessa sociedade, mas também é um dos alicerces ideológicos para alcançar esse fim.

3

“Esse babaquara Olavo de Carvalho nunca ouviu falar em Linguística como ciência, não sabe quem é Saussure e mto menos Joaquim Matoso Câmara Júnior.”

Percebe-se que um babaca desses não leu um artigo sequer do Olavo e já veio falar merda. Cidadão, permita-me esclarecer-lhe: Olavo tanto não sabe quem é Saussure que se apropria de sua noção de signo melhor do que muito estudante de Letras por aí. Se não o fizesse, não poderia afirmar, por exemplo, que, com nosso “método” educacional de boteco, os novos alunos passaram a desconhecer o real sentido das palavras e a crer, piamente, nos sentidos que seus professores, tendenciosos para a esquerda até o último grau, lhes incutiam, e que é justamente isso que faz com que um debiloide possa, por exemplo, criar uma página e fazer um meme chamando Roger Scruton, filósofo conservador aliado às ideias de Winston Churchill, de fascista, ou mesmo que certos sites ditos pragmáticos chamem alguém como Constantino de “a extrema-direita conservadora brasileira”.

Então, não, “babaquara”, Olavo de Carvalho tem outros defeitos, mas, definitivamente, não padece desse mal que você citou (isso, é lógico, aceitando que Linguística seja ciência e que Linguística seja igual a Sociolinguística, o que não é verdadeiro).

4

O estulto (assim falaria um velho amigo) Gregório Duvivier, ao justificar mais um espantalho, desta vez seu, contra a chamada “extrema-direita brasileira” (que nada tem de extrema nem de bem organizada politicamente), posta o seguinte comentário:

“A coluna de hoje tem suscitado a revolta dos que não entenderam, a revolta dos que entenderam e se sentiram ofendidos, e muitas perguntas sobre minha real opinião sobre o assunto. Aí vai: acho nobre o surgimento de um partido sem “caciques políticos”, isto é, que surja unicamente da vontade popular, como é o caso do Partido Novo. No entanto, não concordo com os ideais utilizados, nem com os padrinhos adotados. Não concordo com o Constantino, com o Von Mises, não concordo com o conceito de Estado Mínimo – e acho que nesse aspecto o partido novo é velho. Sou a favor de um estado presente, não só na saúde e na educação, mas na cultura e no mercado. Isso não significa que eu seja marxista, stalinista, petista ou lulista. Significa simplesmente que ainda acredito na necessidade do Estado fomentar, proteger, intervir. Sonho com mais projetos culturais incentivados pelo governo, mais escolas, mais teatros e hospitais públicos, e de melhor qualidade, mesmo que isso signifique mais impostos. Talvez o velho seja eu, já que o liberalismo e o libertarianismo estão “super em voga”. A vantagem é que eles pregam a liberdade de expressão e nisso a gente concorda. Então, pelo menos, discordem educadamente, senão fica contraditório”

Primeiro de tudo, dada a forma pré-ginasial como a ironia de sua coluna, assim como a daquela escrita pelo “cumpanhero” Antônio Prata semanas antes, foi construída linguisticamente, é de se surpreender que realmente exista alguém que não saiba qual é a real opinião de Duvivier sobre o assunto. Este tipo de pessoa, aliás, é extremamente previsível: Diz que luta pela “pluralidade democrática” e pela “liberdade de expressão”, mas não consegue sequer conceber, sem todo esse espanto, um partido que fuja do que pensa ser a política. Como já disse em outra oportunidade, nessa sobre o filho de Mário Prata, essa noção de “pluralidade política” é de dar inveja a qualquer Stalin.

Em segundo lugar, é muito fácil dizer “não concordo com x ou y” e simplesmente soltar um espantalho pessimamente construído linguisticamente, e depois se surpreender com “a raiva de quem entendeu”. O difícil é escrever um texto formal mostrando do que discorda e com o que concorda – visto que é impossível discordar 100% de alguém. O citado Constantino, por exemplo, não precisou de sarcasmo do maternal para destruir tanto Prata quanto Duvivier, este, aliás, duas vezes seguidas. Ou será que falta ao namorado da ainda mais “intelequitual” Clarice Lispector, digo, Falcão, a capacidade sináptica para debater a sério?

Depois, o comediante faz, talvez, sua piada mais genial até o momento presente: Afirma querer um Estado “mais presente na cultura”, por meio de “mais impostos”. Dear Duvivier, já ouviu falar de “mecenato”? Pois é, eu já, e sei muito bem o que acontece nesse sistema: Financia-se um artista para que este faça certo trabalho, desde que este trabalha NÃO AFETE A IMAGEM DO MECENAS, ou, melhor dizendo, de quem paga o artista. O que levaria Gregório a pensar, então, que o Estado brasileiro, dominado por socialistas de mente totalitária, faria diferente e daria ao artista total liberdade criativa?

Aliás, desculpem, minto, está aí a Literatura Russa de 1920 a 1989 para provar que estou errado… ops, desculpem, engano meu de novo, não está.

E, sim, senhor Gregório Duvivier, o velho aqui é o senhor, e isto é provado ao percebermos que, dos mais de 30 partidos existentes “in terra brasilis”, NENHUM defende Liberalismo ou Libertarianismo. E, olha que curioso, muitos partidos têm, como ídolo-mor, Getúlio Vargas, político dos anos 1920. Se isto não for velhice, perdi a noção de tempo.

Estar “velho”, entretanto, não significa que você esteja errado (isso, aliás, foi uma falácia lógica por sua parte, visto que a idade de uma ideia não importa em nada para sua veracidade). O que lhe faz estar errado é a lógica, senhor Duvivier, e a sua mais pura falta de embasamento filosófico para fazer qualquer acusação digna a um partido cujo único erro, ao que me consta, é pensar à direita da extremíssima-esquerda.

Por fim, e para encerrar mais um blá-blá-blá progressista, o comediante de porta de esquina, ops, digo, “dos Fundos” nos pede para que discordemos educadamente dele, senão “fica contraditório” com a “liberdade de expressão”. Mas, ora, Gregório, não é mais contraditório ainda com a liberdade de expressão, segundo sua ótica (que está ERRADA, diga-se de passagem, pois discordar educadamente ou não não tem a ver com liberdade de expressão), produzir um espantalho miserável do outro lado e dar mais uma arma para totalitários continuarem a tratar quem deles discorda como um simples atraso de vida?

Sobre o Autor: Octavius é graduando em Letras e, ainda timidamente, tenta se deslocar pelas trilhas da Filosofia e do Comentário Político. Quando se achava o melhor e mais inteligente dos escritores, conheceu o pessoal do Ad Hominem (e muitos outros). Quando se achava o pior e mais burro escrevente, conheceu Duvivier (et caterva).

*Originalmente publicado em “O Homem e a Crítica” em 04/12/2013

Introdução

E, como prometido ao leitores de O Homem e a Crítica, finalmente dá-se o pontapé inicial em “Apoliticamente Incorreto”, o novo blog que também terá alguns posts do blog antigo para situar novos leitores e para melhor criar “tags”. Ainda assim, algumas explicações precisam ser dadas.

Primeiro, como os leitores bem sabem, o nome que venceu, de fato, na enquete não foi “Apoliticamente Incorreto”, sugestão de meu amigo Arthur Rizzi Ribeiro, mas “Octagon”, sugerido por um outro amigo, Francisco Razzo. Ocorre que esse nome já estava ocupado no WordPress em todas as suas variações, o que fez, então, com que eu precisasse me fiar no plano B, que deu certo.

Isto significa, portanto, que vamos de “Apoliticamente Incorreto” mesmo. Porém, cabe também explicar o significado deste nome para o contexto do blog. Basicamente, como os leitores bem sabem, após um longo período no comunismo (brincadeira, foi só um ano e meio) e muitas desilusões com ideologias em geral, este blogueiro decidiu que não mais analisaria a realidade por ideologias políticas, mas pela lógica e pela própria realidade em si, e percebeu, então, que não era nada mais do que um apolítico sem medo da polêmica. Por isso, talvez este nome seja justamente o que melhor traduza o espírito deste blog: A polêmica sem subordinação a qualquer ideologia e sem medo do “politicamente correto”, de qualquer lado que ele venha.

Enfim, como devem ter percebido, não sou bom com introduções nem com finais. Verei aqui se posso colocar meus podcasts também no site e começarei a mandar bala assim que estiver com maior tempo livre. Até lá, até breve, amigos leitores.

Sobre o Autor: Octavius é graduando em Letras e ainda inicia seu caminho pela Filosofia. Deveria ter verificado se Octagon poderia ter sido utilizado em seu blog, mas não adianta chorar pelo leite derramado.