Corinthians 2016

Eu, Estrategista – 10 jogadores que eu gostaria de ver no Corinthians em 2017

Sim, leitores, como sabem, de vez em quando gosto de palpitar acerca de meu assunto predileto: o futebol. Considerando a campanha mediana-baixa de meu time (para quem ainda não sabe, sou corintiano) no ano de 2016, relacionei 10 reforços possíveis (ou nem tanto assim) que, acho, cairiam bem em qualquer time em 2017, em especial no meu. Algumas das escolhas podem parecer ser sentido de primeira, mas peço que me acompanhem até o final nessa análise amadora feita por um torcedor e por um apreciador do futebol taticamente bem jogado.

Algumas observações devem ser postas, porém, antes de tudo:

1- Considero, nos cenários propostos, que Cássio sairá do clube e que Walter não terá dificuldade em ser titular absoluto em 2017. Caso prefiram Cássio no lugar de Walter, é só alterarem o nome do goleiro  e ficamos conversados.

2- Considero, também, que todos os jogadores do presente elenco permanecerão para 2017, incluindo Marlone, que é sondado pelo Atlético-MG no momento. Caso aconteça, saibam que, para mim, Lucca seria o substituto mais próximo de Marlone nos cenários em que este estiver como titular.

3- Caso queiram fazer os seus próprios esquemas, visitem o seguinte aplicativo, que foi o que usei: http://buildlineup.com/

4- Caso eu tenha errado a posição de algum jogador, enviem a correção nos comentários, pois posso ter me enganado e posso ter de rever algum conceito. Quanto às numerações, não são o mais importante no momento.

Depois de alguma pesquisa, consegui descobrir e esquematizar a escalação do último jogo do Corinthians no Brasileirão, contra o Cruzeiro de Mano Menezes. Ei-la:

corinthians-x-cruzeiro-dezembro-2016

Primeiro, mesmo não sendo um simpatizante do técnico Marcelo Oliveira, creio que, pelas características dos jogadores do Corinthians, uma formação um pouco mais ideal em 2017 seria o 4-2-3-1, para que o primeiro volante não ficasse sobrecarregado (como aconteceu com Camacho na derrota por 4 a 2 para o Cruzeiro na Copa do Brasil) e para que os laterais pudessem subir com mais tranquilidade ao ataque.

Considero, também, que, dado o time, Jô não terá muitas dificuldades para ser titular, já que todos os que foram improvisados na posição não renderam nem metade do esperado. Guilherme, porém, não seria sacado do time, e sim jogaria no seu setor de origem, isto é, no meio-campo. Com as presentes peças do elenco, seriam sacados do time: Vilson, Cristian, Romero e Rodriguinho. A formação sem qualquer reforço, fora Jô, em 2017, ficaria da seguinte maneira:

corinthians-semi-ideal-2017

Corinthians quase ideal 2017: Maycon e Camacho garantiriam a saída de bola com qualidade, enquanto Marquinhos Gabriel e Marlone teriam o papel de infernizar os adversários pelas pontas. O cérebro da equipe seria Guilherme ou, na ausência dele, Rodriguinho ou Danilo.

Vamos, então, aos reforços, que colocarei em cenários separados, considerando que o clube não terá dinheiro em caixa para contratar muitos deles. Começando por São Paulo, e, mais especificamente, por nosso arquirrival alviverde, o nome a ser contratado seria o volante Gabriel, atleta que provou sua qualidade várias vezes mas que, por causa de seguidas lesões, ainda não tem a titularidade no time de Palestra Itália. Com Gabriel em campo, pensei em algo no seguinte estilo:

Corinthians com Gabriel (PAL).png

Com Gabriel no time, tanto Camacho como Fágner e Uendel teriam mais liberdade de atacar (considerando, claro, que Gabriel consiga fazer o que estava fazendo, antes de se lesionar em 2015, por Egídio), além de a saída de bola ser quase impecável.

Ainda em São Paulo, dessa vez no time das três cores, o mais óbvio dos reforços, se fosse um pouco mais barato, seria Maicon (apelidado pelos tricolores como “The God of Zaga”) para suprir a falta de experiência na zaga e para, claro, adicionar muita segurança à frágil defesa corintiana:

Corinthians com Maicon (SAO).png

Com Maicon na zaga, Balbuena ou Pedro Henrique teriam forte concorrência, mas ganhariam um parceiro mais experiente que, certamente, poderia ajudar a aumentar a performance de ambos.

Indo para a Vila Belmiro, não, senhores, não é no caro Lucas Lima que penso. Ricardo Oliveira? Ainda não, apesar de ser um ótimo nome. Zeca e Victor Ferraz? Também não, as laterais corintianas parecem-me bem satisfatórias. Penso, por incrível que pareça, no jovem volante Yuri, ex-Audax, que, unido a Camacho, poderia até mesmo aumentar a ofensividade do time, mantendo a qualidade da saída de bola, além, é claro, de ser, como quase todo jogador do Audax 2015, polivalente:

corinthians-com-yuri-san

Reeditando os tempos de Audax, Yuri e Camacho certamente garantiriam qualidade ao meio-campo corintiano tanto no ataque como na defesa.

No Rio de Janeiro, começo com o vascaíno Nenê. Sendo um jogador experiente e habilidoso, pode não ter muitos anos de carreira pela frente, mas certamente não deixaria Guilherme ou qualquer outro jogador do meio se acomodar:

Corinthians com Nenê (VAS).png

Guilherme, Marquinhos Gabriel e Marlone teriam tanto um ótimo concorrente como um ótimo parceiro. Com Nenê, um meio campo quase estático poderia flutuar no momento ofensivo.

No rubro-negro, nem Guerrero, nem Damião, nem Diego. O nome que me vem à mente é Felipe Vizeu, jovem centroavante que, no pior dos cenários, faria sombra a Jô e, no melhor, poderia abocanhar para si a titularidade, graças à sua velocidade e ao seu faro de gol já demonstrados em 2015 na Copa SP e no Brasileirão pelo Flamengo:

Corinthians com Vizeu (FLA).png

Com características um pouco diferentes das de Jô, Vizeu poderia ser, além de uma boa opção no segundo tempo, um ótimo titular em uma eventual má fase do hoje 9 corintiano.

No time das Laranjeiras, o zagueiro Henrique seria a melhor opção, podendo jogar também de volante. Nos dois casos, a saída de bola não perderia qualidade e, é claro, seria mais uma boa surpresa na ida ao ataque:

corinthians-com-henrique-flu-1

No primeiro cenário, um experiente zagueiro que também vai com facilidade marcar gols no ataque, dando mais uma opção em tempos de seca de gols por Jô e cia.

corinthians-com-henrique-flu-2

Neste cenário, um volante mais recuado, podendo inclusive atuar como o primeiro 1 de um 4-1-4-1 em que Camacho teria liberdade para lançar e passar sem maiores preocupações defensivas.

 

Em General Severiano, o versátil Sassá certamente poderia bater de frente com Jô, além, é claro, de talvez servir como segundo atacante em algum cenário de 4-4-2:

Corinthians com Sassá (BOT).png

Sassá não parece ter a mesma qualidade de Vizeu, mas ainda é boa opção para o segundo tempo.

Em Minas, no alvinegro, não são os caros Robinho e Lucas Pratto, ou o superestimado Fred, que me atraem. Cazares? O melhor dos quatro nomes, mas também não está no orçamento no momento. Por incrível que pareça, uma excelente contratação seria o atacante Hyuri, cuja velocidade e habilidade pelas pontas são já famosas, apesar de ter jogado muito pouco com o já citado gênio da lâmpada que deu de presente ao Atlético-MG o vice da Copa do Brasil contra um tecnicamente inferior, mas taticamente superior, Grêmio:

corinthians-com-hyuri-cam

Quer no lugar de Marquinhos Gabriel, quer no lugar de Marlone, Hyuri, se bem alimentado por Guilherme, Maycon e Camacho, certamente ajudaria a infernizar os adversários.

Do lado azul de Minas, o polivalente meia-atacante Alisson é, sem dúvida, o bola da vez, podendo ser utilizado em vários cenários, caso as lesões não o atrapalhem:

corinthians-com-alisson-cru

Além de ter algumas similaridades com Hyuri, Alisson também pode jogar como armador, ainda que precise se revezar com Marlone e algum outro meia também veloz.

Em Porto Alegre, desconsiderando certo time que caiu para a Série B depois de um ano ridículo, só um nome gremista seria interessante e viável: o habilidoso zagueiro Fred, que também nos daria cobranças de falta como uma arma para um jogo mais complicado:

Corinthians com Fred (GRE).png

Seria essa a chance de redenção de Fred, injustiçado ex-zagueiro do Goiás?

Por fim, ainda no Sul do país, vamos ao Atlético-PR, com o pouco aproveitado Marcos Guilherme, meia-atacante polivalente cujos predicados e problemas parecem ser os mesmos do cruzeirense Alisson:

corinthians-com-marcos-guilherme-cap-1

Rápido e bom armador, Marcos Guilherme certamente poderia mudar a dinâmica do meio campo corintiano

corinthians-com-marcos-guilherme-cap-2

Pela ponta direita, uma dupla Fágner-Marcos Guilherme não soaria nada mal mesmo aos mais descrentes ouvidos corintianos.

Seguem alguns cenários com alguns desses reforços juntos:

corinthians-ideal-4-3-3

4-2-3-1: defesa reforçada com Gabriel e Maicon daria muito mais liberdade para os talentos ofensivos de Camacho, Hyuri, Marlone, Vizeu e vários outros não colocados neste cenário, como Giovanni Augusto, Lucca e Marquinhos Gabriel.

corinthians-ideal-2017-3-5-2-disfarcado

Com um 3-5-2 disfarçado e Jô mais centralizado, as pontas com Fágner, Uendel e substitutos, além de Maicon, Henrique ou Fred líberos, seriam os grandes elementos surpresa.

corinthians-ideal-2017-4-1-4-1

4-1-4-1: no esquema favorito de Tite, Gabriel e Fred/Maicon poderiam ser sobrecarregados, mas o ataque, com maior velocidade, teria muito mais chances de balançar as redes adversárias.

corinthians-ideal-2017-4-2-3-1

Em um eventual 4-3-3 que, como na imagem, poderia se transformar em um 4-2-3-1 sem muitas dificuldades, caberia a Guilherme ou a Nenê (em um cenário com Nenê) ser o cérebro a coordenar as ações de Marcos Guilherme/Marquinhos Gabriel/Hyuri e Marlone/Lucca

corinthians-ideal-2017-4-4-2

Em um tradicional 4-4-2, a dupla de volantes poderia variar, podendo haver inclusive a chance de Rodriguinho entrar junto com Gabriel e cumprir, como bem cumpriu contra o Atlético-MG no Independência em 2015, função similar à de Elias no 4-1-4-1 titeano. Na dupla de ataque, nomes como Jô e Alisson também poderiam aparecer com destaque.

 

Agradeço pela atenção e espero que tenham gostado.

Octavius é professor, graduando em Letras, antiolavette e polemista medíocre. Espera estar errado sobre a grande eficiência do até agora projeto Série B 2018.

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Futebolisticamente Incorreto: de como os times paulistas podem até não passar vergonha na Libertadores 2016

Desde o fim da Copa de 2014, tenho me tornado mais e mais cético quanto à capacidade do futebol brasileiro de, pelo menos nesta década, voltar a nos dar títulos e alegrias jogando um bom futebol, seja pela Seleção, seja por nossos times de coração (no caso, creio que não é mais segredo que este blogueiro é corintiano, mas não clubista).

Acho, pois, que a tendência é que, nesta Libertadores 2016, o que aconteça seja o que já aconteceu nas últimas duas edições, isto é, os times brasileiros sendo eliminados de maneira vexatória por adversários ou de pouca expressão (não é, Guarani-PAR?) ou com elencos cujas qualidades futebolísticas já são, em si, um tanto duvidosas (a eliminação do Atlético-MG em 2014 que o diga).

Ainda assim, é possível que, mesmo com uma queda cada vez mais crescente de nossos principais jogadores quanto à questão técnica, possamos utilizar algumas táticas para, no mínimo, cair com a cabeça erguida em fases além das quartas de final ou, pelo menos, não passar muito sufoco na primeira fase, o que tem se tornado rotina para quase todos os brasileiros (não é, São Paulo?).

Exponho, então, com a ajuda de imagens do aplicativo Tactical Pad versão demo, algumas ideias que tive para que os times paulistas, que me são mais próximos, possam, da forma como vejo, ter alguma “fighting chance”, mesmo que remota, nesta Libertadores.

Começarei, é claro, pelo maior dos três paulistas.

Corinthians 2016 – In Tite we trust

Quanto ao Corinthians de 2016, devo dizer que, em termos táticos, não tenho muito que acrescentar ao trabalho do atual treinador, Tite. O que me preocupa, tanto como torcedor quanto como apreciador do bom futebol, são algumas de suas escolhas técnicas. Por mais que os respeite enquanto jogadores profissionais, não me agrada, por exemplo, ver Romero e Rodriguinho entre os titulares da equipe.

Mudaria, então, apenas algumas peças. A defesa continuaria a mesma: Cássio, Fágner, Felipe, Yago e Uendel, podendo este alternar com Guilherme Arana, que, quando entrou no último clássico contra o Palmeiras no ano passado, demonstrou velocidade, visão de jogo e até mesmo um surpreendente faro de gol para um lateral-esquerdo.

Quanto ao eixo meio campo-ataque, os jogadores que permaneceriam seriam a dupla de volantes Elias e Bruno Henrique, o meia-atacante Lucca e Danilo como uma espécie de “falso 9”. Romero e Rodriguinho dariam lugar, neste time, a Guilherme/Marlone e Giovanni Augusto, respectivamente, para adicionar alguma velocidade aos contra-ataques e maior técnica no toque de bola e nas conclusões (não sou o único que pensa que Guilherme e Marlone têm mais técnica do que Romero nesses fundamentos).

Em um jogo em que a velocidade seja mais necessária do que a retenção de bola no ataque, Luciano poderia entrar no lugar de Danilo, assim como Marlone no lugar de Guilherme.

O time, então, teria a seguinte aparência:

Corinthians 2016.png

Corinthians 2016: com a entrada de Guilherme no ataque, os três homens de frente (Danilo, Lucca e Guilherme) poderiam alternar posições no ataque, tornando-o rotativo sem que a técnica fique prejudicada em qualquer dos lados do campo.

Vamos, pois, aos times em que, pelo visto, alguma mudança precisa ocorrer.

Palmeiras 2016 – De como o esquema de Marcelo Oliveira ainda pode funcionar

É notório para todos os que acompanham futebol que o atual técnico do time de Palestra Itália, o ídolo atleticano Marcelo Oliveira, tem grande predileção por um esquema vastamente utilizado tanto na Europa quanto no Brasil, o 4-2-3-1. É, por isso, contestado tanto por torcedores quanto pela imprensa, posto que o time ainda não engrenou no Paulistão e começou com um empate que poderia ter sido uma vitória na Libertadores.

Este blogueiro, porém, defenderá Marcelo Oliveira e dirá ainda mais: o 4-2-3-1 pode ser, justamente, o esquema responsável por levar o time de verde mais longe que outros brasileiros na Libertadores e em outras competições. Entretanto, esse fato dependerá mais da coragem de M.O. de pôr em prática algumas ideias um tanto ousadas. Explico abaixo:

Palmeiras 2016.png

Palmeiras 2016: não é só Gabriel que está faltando nesse time…

Primeiro de tudo, vamos começar pelo ataque: sim, eu tiraria tanto Lucas Barrios quanto Gabriel Jesus do time, trocando-os, respectivamente, por Cristaldo e Rafael Marques, por uma razão que será explicada em breve.

No meio de campo, por sua vez, Arouca deixaria o time para a entrada de Matheus Sales e Robinho daria lugar ao experiente Zé Roberto, deslocado da lateral-esquerda para o meio-campo, ou ainda a algum dos meias contratados ou a Cleiton Xavier (isso, é lógico, quando o camisa 10 palmeirense estiver fora do DM).

Na defesa, então, mudanças notáveis. A dupla de zaga seria formada ou por Victor Hugo e Edu Dracena ou, para um ganho de experiência por parte do atleta mais jovem, por Victor Hugo ou Nathan quando Dracena estiver indisponível. Nas laterais, Lucas e Zé Roberto dariam lugar a Jean e Egídio.

Do time titular palmeirense hoje, só sobrariam, no fim das contas, Fernando Prass, Victor Hugo e Dudu (já que Gabriel estaria nesse time, mas está machucado). A pergunta é: por quê?

Primeiro, comecemos pela defesa. A escolha para a zaga é óbvia, pois, enquanto uma formação combina experiência e habilidade, a outra combina a juventude de um prata da casa que pode ganhar a experiência de que precisa  tendo ao seu lado a habilidade de um zagueiro que, desde a derrota no começo do ano passado para o time deste que vos escreve, vem amadurecendo e se tornando uma referência na posição no elenco alviverde (uma referência positiva, digo).

As laterais podem e devem ser explicadas junto com a dupla de volantes. Não seria difícil perceber, se fôssemos fazer uma análise dos jogos alviverdes em 2015, que a parceria Egídio/ Gabriel gerou, pela esquerda, grande poder ofensivo e uma defesa resguardada ao mesmo tempo, enquanto que, quando Gabriel se machucou, o desempenho do lateral-esquerdo ficou comprometido a ponto de este ser preterido por Zé Roberto em inúmeros momentos.

Com Gabriel, todavia, a liberdade de Egídio para atacar volta com tudo, o que permite deslocar Zé Roberto para a meiuca em caso de necessidade.

Quanto ao lado direito, é fato que Lucas e João Pedro não são mais qualquer unanimidade para os pagantes de ingresso da Allianz Arena. Há, porém, uma terceira opção: Jean, o volante polivalente que, apesar de preferir sua função original, pode atuar, como já provou pelo Fluminense, com eficiência e segurança na lateral-direita. Tendo a cobertura de Matheus Sales, então, o setor ficará ainda mais protegido, o que permitirá a Jean sair jogando sem muito receio.

Fica claro, pois, que esta versão do 4-2-3-1 privilegiaria as jogadas pelas laterais, que foram as grandes responsáveis, por exemplo, pelas duas goleadas aplicadas pelo time de verde ao tricolor paulista.

Quanto ao armador e ao ataque, aqui é que as mudanças se aprofundam. Aliando a técnica de Rafael Marques, a cadência de Zé Roberto e a velocidade de Dudu e Cristaldo, o que se planeja é não um ataque estanque, mas rotativo em termos de posições. Cristaldo, nesse time, teria a função não de um 9, mas a de um falso 9, posto que transitaria entre as quatro posições de linha de frente, o que é possível justamente graças à velocidade que tem e que tanto tem faltado a Barrios e Alecsandro.

Uma outra possibilidade seria utilizar Erik e Gabriel Jesus nos lugares de Cristaldo e Rafael Marques, respectivamente, em jogos em que o contra-ataque rápido fosse a arma a ser mais utilizada. Isso, claro, sem perder a rotatividade dos jogadores no ataque.

Vamos, por fim, ao São Paulo, o time que está perdendo a chance de fazer o óbvio.

São Paulo 2016 – É o 3-5-2, estúpido!

De 2005 a 2008, o São Paulo ficaria famoso por seu esquema 3-5-2 que aliava segurança defensiva com laterais rápidos e um meio de campo povoado e criativo. Óbvio que a qualidade das peças atuais do elenco tricolor são, ao menos para o torcedor, um tanto questionável, mas há ainda muitos que podem ser um ponto de partida para voos maiores.

Na defesa, temos a segurança de Lugano e a habilidade de Breno em ir ao ataque, atuando como líbero. No meio campo, Hudson pode ser o camisa 5, acompanhado de Michel Bastos e Ganso na criação, quando o jogo precisar ser mais defensivo, ou mesmo Thiago Mendes pode entrar no lugar de Hudson (na transição entre zaga e armação) ou de Michel Bastos (auxiliando Ganso na criação).

No ataque, pode-se usar a velocidade de Kelvin pelas pontas para confundir a marcação e deixar a missão de Allan Kardec ou Calleri, os possíveis centroavantes, mais fácil. É possível, também, ousar e deixar tanto Thiago Mendes e Ganso no meio-campo quanto Michel Bastos no ataque junto com Kardec.

Outra vantagem desta formação é que, mesmo se Lugano ou Breno se lesionarem, não será difícil readaptá-la aos reservas. Se Breno se lesionar, o zagueiro substituto, caso não tenha a mesma segurança de Lugano, pode atuar como líbero e ser auxiliado por Hudson. Caso seja Lugano e o zagueiro mais seguro restante seja Breno, desloca-se Breno para a posição de Lugano e deixa-se o reserva como líbero da mesma forma.

Aproveitar a velocidade de Carlinhos e Bruno pelas pontas, então, é essencial e obrigatório, assim como será necessário que Ganso comece a atuar tão bem quanto puder de modo mais constante, ou nenhuma tática ajudará o time de Morumbi a sair de seu impasse e de sua inconstância atuais.

O esquema ficaria mais ou menos assim:

São Paulo 2016.png

São Paulo 2016: com três zagueiros e  (pelo menos) um volante marcador, pode-se não só resolver o problema da insegurança defensiva como também permitir aos laterais que façam o que melhor faziam no tricolor carioca, a ida ao ataque.

Eis algumas sugestões de um palpiteiro em futebol. Quais são as suas, amigo leitor, para um ano um pouco menos vexaminoso para os brasileiros na Libertadores?

Octavius é professor, graduando em Letras, antiolavette, polemista medíocre e corintiano. Se os são-paulinos se estressaram com uma falha de Lucão no Paulistão, imagina na Copa (Libertadores)?