Gregório Duvivier

O São Paulo Fashion Week das Falácias – A moda progressista de Gregório Duvivier

Após ler a brilhante resposta do economista liberal Rodrigo Constantino a Gregório Duvivier sobre o novo espantalho deste contra os “reaças”, resolvi também posicionar-me e descer o cacete nisto que se convencionou chamar de artigo.

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Notas Mensais – Novembro – Dezembro 2013

Inspirado em uma ideia inovadora de meu amigo Gustavo Nogy, do blog Ad Hominem – Humanidades e outras falácias, resolvi postar, para a posterioridade e para quem não vier a ver na hora, algumas de minhas notas facebookianas, em especial as um tanto mais extensas. Já esta data, 04/12/2013, foi escolhida por meu blog ter sido fundado em um dia 04, o de Fevereiro de 2011, o que fará com que, no aniversário de 3 anos, quando mudar de plataforma, este tipo de post ser um dos inaugurais e garantidamente constantes (a não ser, claro, que eu perca o acesso à Internet).

Enfim, vamos às notas, que falarão, hoje, na ordem, sobre Cientificismo (sobre o qual ainda falarei neste blog), Humor (sobre o qual já falei no blog por diversas vezes), Linguística (ainda a comentar mais profundamente) e Gregório Duvivier (sobre o qual espero NÃO mais comentar por estas bandas).

PS: A explicação só será dada esta vez. Nas outras, linkarei este post (ou não).

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“Infelizmente, no Brasil, o cientificismo está “moralizado”, está como uma coisa que não presta, que não deve ser levada a sério, que é uma visão reducionista das coisas.

É, no Brasil e em qualquer lugar do mundo em que as pessoas tenham mais de um neurônio ativo no cérebro. Aliás, existe um lugar específico em que o cientificismo é levado a sério: Na cabeça de cientificistazinho burro que acha que “só através da ciência a gente vai alcançar a evolução da nossa sociedade”, como se a ciência tivesse qualquer pretensão de se envolver nesse tipo de patacoada.

E, sobre o uso do termo “evolução”, Darwin não curtiu isso.

  Humor: O império esquerdista contra-ataca

Caros controladores do riso alheio, entendam de uma vez: O brasileiro não se “acomoda com a situação” ou é “racista, machista, homofóbico, transfóbico e ateofóbico” por rir do conteúdo A, B ou C ou por fazer piadas com quem quer que seja. Esse tipo de juízo é, no máximo, uma pseudo-psicanálise furada – a ideia de que é o riso é um dos elementos que nos define – aliada a uma petição de princípio cretina – a petição de que, se eu rio de uma piada com o grupo X, logo sou contra este grupo.

O brasileiro, na verdade, se acomoda com a situação por três motivos, que podem estar interligados ou não: É frouxo demais para se arriscar a perder o que tem, não tem ímpeto revolucionário (nem precisa ter, na verdade) e SABE que, por mais que se faça, a estrutura do poder no Brasil, dominada pelo paternalismo esquerdista, não permitirá nada fora do Estado e, principalmente, nada MELHOR do que o Estado, fazendo com que qualquer esforço fora dessa mesma estrutura de poder para ir mudando a situação aos poucos se torne, ao fim e ao cabo, inútil.

O detalhe é que, em um país como este, mobilização só adianta se for para mudar o sistema de cabo a rabo, e o brasileiro não tem o mínimo preparo para fazer isso sem ser iludido por alguém metido a messias, algo de que a grande maioria dos brasileiros também têm consciência. Percebe-se, então, que quem age aqui não é a “indução à alienação pelo humor”, mas a voz da prudência e do bom senso.

Já quanto aos preconceitos listados, eu, defensor das Cotas Raciais, já afirmei isso peremptoriamente e não me arrependo: não somos racistas. O mesmo vale para “homofóbicos” ou qualquer outro adjetivo de denotação negativa. Podemos, sim, ter preconceito contra alguma coisa, só que não como bloco coeso, mas sim como indivíduos incoerentes por natureza e que, por questões tanto naturais quanto culturais E individuais, não têm como pensar o mesmo sobre todas as pessoas, quaisquer que sejam suas características físicas ou psicológicas.

É óbvio que há, no Brasil, racistas, homofóbicos, machistas e tudo o mais que queiram, mas daí a dizer que a entidade “brasileiro”, usada para representar a grande massa da população, é composta por esse tipo de gente é fazer uma generalização apressada e que sequer pode ser provada, visto que não há como medir, sem incorrer em algum vício, o grau de preconceito contra algum grupo de uma massa de 190 milhões de pessoas, o que faz com que essas afirmações (“Somos racistas, homofóbicos, etc”) sejam todas não-falseáveis e, por isso, impossíveis de serem colocadas sob qualquer investigação séria e minimamente fiável.

Esse tipo de frase, portanto, é puro apelo emocional de quinta e nada mais. Aliás, minto, é algo mais sim, é a tentativa por parte de certos grupelhos de inspiração totalitária de, progressivamente, ir criando o ambiente para o que eles querem instalar: Uma sociedade de fracos que precisam, desesperadamente, recorrer a todo tipo de censura possível e imaginável até mesmo quando meramente cogitam que alguém pense mal deles. E, não se enganem, ditar como deve ser feito o humor ou mesmo do que as pessoas devem ou não rir não só é um dos primeiros passos para a construção dessa sociedade, mas também é um dos alicerces ideológicos para alcançar esse fim.

3

“Esse babaquara Olavo de Carvalho nunca ouviu falar em Linguística como ciência, não sabe quem é Saussure e mto menos Joaquim Matoso Câmara Júnior.”

Percebe-se que um babaca desses não leu um artigo sequer do Olavo e já veio falar merda. Cidadão, permita-me esclarecer-lhe: Olavo tanto não sabe quem é Saussure que se apropria de sua noção de signo melhor do que muito estudante de Letras por aí. Se não o fizesse, não poderia afirmar, por exemplo, que, com nosso “método” educacional de boteco, os novos alunos passaram a desconhecer o real sentido das palavras e a crer, piamente, nos sentidos que seus professores, tendenciosos para a esquerda até o último grau, lhes incutiam, e que é justamente isso que faz com que um debiloide possa, por exemplo, criar uma página e fazer um meme chamando Roger Scruton, filósofo conservador aliado às ideias de Winston Churchill, de fascista, ou mesmo que certos sites ditos pragmáticos chamem alguém como Constantino de “a extrema-direita conservadora brasileira”.

Então, não, “babaquara”, Olavo de Carvalho tem outros defeitos, mas, definitivamente, não padece desse mal que você citou (isso, é lógico, aceitando que Linguística seja ciência e que Linguística seja igual a Sociolinguística, o que não é verdadeiro).

4

O estulto (assim falaria um velho amigo) Gregório Duvivier, ao justificar mais um espantalho, desta vez seu, contra a chamada “extrema-direita brasileira” (que nada tem de extrema nem de bem organizada politicamente), posta o seguinte comentário:

“A coluna de hoje tem suscitado a revolta dos que não entenderam, a revolta dos que entenderam e se sentiram ofendidos, e muitas perguntas sobre minha real opinião sobre o assunto. Aí vai: acho nobre o surgimento de um partido sem “caciques políticos”, isto é, que surja unicamente da vontade popular, como é o caso do Partido Novo. No entanto, não concordo com os ideais utilizados, nem com os padrinhos adotados. Não concordo com o Constantino, com o Von Mises, não concordo com o conceito de Estado Mínimo – e acho que nesse aspecto o partido novo é velho. Sou a favor de um estado presente, não só na saúde e na educação, mas na cultura e no mercado. Isso não significa que eu seja marxista, stalinista, petista ou lulista. Significa simplesmente que ainda acredito na necessidade do Estado fomentar, proteger, intervir. Sonho com mais projetos culturais incentivados pelo governo, mais escolas, mais teatros e hospitais públicos, e de melhor qualidade, mesmo que isso signifique mais impostos. Talvez o velho seja eu, já que o liberalismo e o libertarianismo estão “super em voga”. A vantagem é que eles pregam a liberdade de expressão e nisso a gente concorda. Então, pelo menos, discordem educadamente, senão fica contraditório”

Primeiro de tudo, dada a forma pré-ginasial como a ironia de sua coluna, assim como a daquela escrita pelo “cumpanhero” Antônio Prata semanas antes, foi construída linguisticamente, é de se surpreender que realmente exista alguém que não saiba qual é a real opinião de Duvivier sobre o assunto. Este tipo de pessoa, aliás, é extremamente previsível: Diz que luta pela “pluralidade democrática” e pela “liberdade de expressão”, mas não consegue sequer conceber, sem todo esse espanto, um partido que fuja do que pensa ser a política. Como já disse em outra oportunidade, nessa sobre o filho de Mário Prata, essa noção de “pluralidade política” é de dar inveja a qualquer Stalin.

Em segundo lugar, é muito fácil dizer “não concordo com x ou y” e simplesmente soltar um espantalho pessimamente construído linguisticamente, e depois se surpreender com “a raiva de quem entendeu”. O difícil é escrever um texto formal mostrando do que discorda e com o que concorda – visto que é impossível discordar 100% de alguém. O citado Constantino, por exemplo, não precisou de sarcasmo do maternal para destruir tanto Prata quanto Duvivier, este, aliás, duas vezes seguidas. Ou será que falta ao namorado da ainda mais “intelequitual” Clarice Lispector, digo, Falcão, a capacidade sináptica para debater a sério?

Depois, o comediante faz, talvez, sua piada mais genial até o momento presente: Afirma querer um Estado “mais presente na cultura”, por meio de “mais impostos”. Dear Duvivier, já ouviu falar de “mecenato”? Pois é, eu já, e sei muito bem o que acontece nesse sistema: Financia-se um artista para que este faça certo trabalho, desde que este trabalha NÃO AFETE A IMAGEM DO MECENAS, ou, melhor dizendo, de quem paga o artista. O que levaria Gregório a pensar, então, que o Estado brasileiro, dominado por socialistas de mente totalitária, faria diferente e daria ao artista total liberdade criativa?

Aliás, desculpem, minto, está aí a Literatura Russa de 1920 a 1989 para provar que estou errado… ops, desculpem, engano meu de novo, não está.

E, sim, senhor Gregório Duvivier, o velho aqui é o senhor, e isto é provado ao percebermos que, dos mais de 30 partidos existentes “in terra brasilis”, NENHUM defende Liberalismo ou Libertarianismo. E, olha que curioso, muitos partidos têm, como ídolo-mor, Getúlio Vargas, político dos anos 1920. Se isto não for velhice, perdi a noção de tempo.

Estar “velho”, entretanto, não significa que você esteja errado (isso, aliás, foi uma falácia lógica por sua parte, visto que a idade de uma ideia não importa em nada para sua veracidade). O que lhe faz estar errado é a lógica, senhor Duvivier, e a sua mais pura falta de embasamento filosófico para fazer qualquer acusação digna a um partido cujo único erro, ao que me consta, é pensar à direita da extremíssima-esquerda.

Por fim, e para encerrar mais um blá-blá-blá progressista, o comediante de porta de esquina, ops, digo, “dos Fundos” nos pede para que discordemos educadamente dele, senão “fica contraditório” com a “liberdade de expressão”. Mas, ora, Gregório, não é mais contraditório ainda com a liberdade de expressão, segundo sua ótica (que está ERRADA, diga-se de passagem, pois discordar educadamente ou não não tem a ver com liberdade de expressão), produzir um espantalho miserável do outro lado e dar mais uma arma para totalitários continuarem a tratar quem deles discorda como um simples atraso de vida?

Sobre o Autor: Octavius é graduando em Letras e, ainda timidamente, tenta se deslocar pelas trilhas da Filosofia e do Comentário Político. Quando se achava o melhor e mais inteligente dos escritores, conheceu o pessoal do Ad Hominem (e muitos outros). Quando se achava o pior e mais burro escrevente, conheceu Duvivier (et caterva).

*Originalmente publicado em “O Homem e a Crítica” em 04/12/2013

Como identificar um articulista vigarista – O caso Duvivier

Gregório Duvivier, como todos sabemos, é um esquerdista de marca maior e uma espécie de pilantra intelectual que, apesar de ser um dos muitos a vociferar contra o chamado “senso comum” nas discussões – o que quer que isto signifique, pois, ao que parece, tudo o que desagrada às esquerdas é senso comum e não uma proposição que mereça exame e análise -, continua divulgando ideias como a de que Galileu foi preso pela Inquisição por ter feito humor contra o Papa ou a de que realmente existe, no Brasil, uma “extrema-direita” com organização partidária e com um número expressivo de adeptos.

Também não acho que precise lembrar ao leitor que, quando um vigarista tem grande espaço na mídia, há o risco de que solte suas vigarices por aí e, pior, de que seja idolatrado por isso. Com Duvivier não seria diferente. Desta vez, o metafísico de botequim aproveita-se, canalhamente, do assassinato do cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, por um membro dos “black blocs”, um dos grupos presentes desde o início na “Revolução de 13” (e, antes que venham me dizer, não me interessa se o sujeito era ligado a Freixo ou não, pois não é relevante para este post), para atacar justamente o grupo que se opôs desde o início às manifestações, ou melhor, para atacar o que ele supõe, do alto de seus amplos conhecimentos sobre filosofia política, que sejam os indivíduos que se opõem a toda essa palhaçada à “festa da democracia brasileira”.

Sem mais rodeios, vamos analisar o comentário, transcrito, na íntegra, abaixo:

“Era isso que os governantes queriam: que a classe média ficasse contra os manifestantes. Já estava acontecendo há um tempo, com ajuda de grande parte da imprensa. Agora, com a morte de Santiago, o jogo virou de vez. Os manifestantes (todos) viraram assassinos e a esquerda agora é acusada de compactuar com o assassinato. Não foi à toa que tentaram vincular, sem sucesso, o cara do Rojão ao Marcelo Freixo. Pre-pa-ra que agora o fascismo vem com tudo. Não tem nada mais facilmente manipulável do que a classe média apavorada. A morte do cinegrafista foi, definitivamente, uma tragédia. Mas foi uma tragédia muito celebrada. Era a tragédia pela qual o pessoal tava esperando. Brace yourselves, diz o seriado. Em bom português: fica esperto.”

Primeiro, Duvivier vem com aquela conversa mole sine qua non para os discursos esquerdistas de que é interessante para o governo que a “classe média” fique contra as manifestações, como se a grande maioria dos brasileiros fosse de classe média e como se a maior fonte de votos do PT não fosse, na verdade, a classe baixa, e complementa dizendo que a mesma “classe média” – aquela odiada pela “filósofa” Marilena Chauí (que, curiosamente, não foi processada, até hoje, por incitação a crime) e pessimamente delimitada pelos seus próprios inimigos declarados, os esquerdistas, em sua ampla maioria pessoas, oh!, de classe média – foi, na verdade, grandemente influenciada pela imprensa para se posicionar contra as manifestações. Cabe, aqui, indagar-nos sobre a sanidade de Duvivier e sobre o mundo em que este vive, pois, além de a imprensa ter tentado, durante todo o período de maior aquecimento da “Revolução de 13”, ludibriar o público com a lorota de que o vandalismo, nas manifestações, era exceção e ato de uma minoria (que, aliás, nunca sofreu as represálias devidas, pelo visto, pois continua a agir) e de que as mesmas passeatas tinham objetivos claros e bem delimitados, quando, ao mesmo tempo, qualquer um que acessasse o Facebook e conversasse com alguns manifestantes veria ou divergência de ideias dentro do grupo ou mesmo propostas de uma vagueza atroz.

Outro detalhe de que Duvivier se esquece é que não é preciso ninguém convencer  o brasileiro a ser contrário a movimentações políticas exatamente porque, como afirma acertadamente a maior parte da esquerda (ao menos nesse ponto), o brasileiro, enquanto povo e em um plano geral, nunca, na história da nação, foi afeito a revoluções ou mesmo a qualquer tipo de manifestação por mais legítima ou necessária que fosse.  Tentar enfiar goela abaixo dos brasileiros, então, um posicionamento antimanifestações seria o mesmo que tentar ensinar um padre a rezar o Pai Nosso, ou seja, seria inútil, pois a contrariedade já existia culturalmente, id est, antes mesmo de qualquer dos protestos ter sido levado a cabo.

Ocorre, porém, que o humorista de porta de cadeia do Porta dos Fundos não para por aí, e, logo depois, já afirma que, com este acontecimento, não só todos os manifestantes se tornam assassinos – eu os chamaria, como já fiz, de cúmplices, mas como, para a esquerda, não existem significados absolutos nem é importante a tradição na hora de significar um termo, não me oponho à ideia de Duvivier (vai que ele me chama de, como se diz?, “fascista!”) – como a esquerda também se transforma, automaticamente, em um grupo que compactua com assassinatos. Mas, ora, senhor Duvivier, não são os senhores da militância pelo misterioso “mundo melhor”, justamente, que afirmam, em uma distorção ridícula de uma ideia interessantíssima de Diderot sobre o poder das palavras ou de sua ausência em um discurso, que quem não se posiciona firmemente contra uma barbárie (no caso, na vossa interpretação, o “sistema capitalista”) está se posicionando, na verdade, a favor dela? Pois então, adoraria saber quando a esquerda midiática e política vai armar, contra a organização responsável por esse e outros crimes contra a mídia e contra a dignidade de profissionais e de pessoas humanas, um escarcéu tão grande quanto os que armam, frequentemente, contra as piadas de Danilo Gentili ou contra os comentários anti progressistas de Rachel Sheherazade. Prometo que, até lá, permaneço esperando, ok?

Mais próximo (finalmente!) do fim de seu comentário, Gregório, então, utiliza-se de mais uma das manjadíssimas estratégias da esquerda e invoca Exódia, o Proibido o “fascismo”. Mas, ora, se os opositores das manifestações, que sequer intencionam proibi-las (o que seria, por definição, um ato antidemocrático), são fascistas – ou seja, são ultra coletivistas e contrários a qualquer divergência de opinião -, o que dizer, então, de muitos dos próprios manifestantes, que, ao presenciarem a entrada de liberais e conservadores nas marchas, inventaram o grito, diga-se de passagem de um mau gosto estético extremo, “ei, reaça, cai fora dessa marcha!” e que, frequentemente, PROIBIRAM a mídia de sequer filmar as passeatas? Isto seria, na mente duvivieriana, o que então? Democracia? Respeito à diversidade? Valorização da liberdade de expressão?

Finalizando, o religioso político, usando-se de mais uma chantagem emocional barata, diz que “nada anima mais o governo do que uma classe média apavorada” e avisa a seus colegas de ideologia para ficarem alertas, provavelmente porque, na mente duvivieriana, virá, por aí, uma onda de ataques  dos “direitistas fascistas” contra a esquerda. Primeiro, não, Duvivier, o que anima o governo é UM POVO INTEIRO apavorado, pois aí pedirão mais e mais Estado sempre que virem um problema. Segundo, sejamos honestos: Quantos colunistas declaradamente de direita existem por aí e na grande mídia? E quantos colunistas se mostraram, com a mesma assertividade de gente como Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino, contrários às manifestações desde o início? Pegue esse número e compare com a caterva apoiadora das manifestações nas redações e nos jornais. Viu alguma grande diferença? Se não, isso responde muita coisa. Se sim, isso esclarece a situação ainda mais.

Sobre o Autor: Octavius é professor, graduando em Letras e, com frequência razoável, se mete pelas bandas da Filosofia, do Polemismo e da Política.  Sente orgulho ao dizer que deixou de ser esquerdista antes de acabar admirando Gregório Duvivier e, quando o assunto é humor, prefere entrar em casa pela porta da frente para assistir ao programa de Danilo Gentili.