Ludovico Kasprov

Novas reflexões de um heterônimo rabugento 2: de como a polêmica Boticário prova que os politicamente corretos da direita são os piores

“Em caminho de paca, tatu caminha dentro?” – É com essa pergunta dotada de cacofonia e com algumas risadinhas  que se encerra um dos comerciais a que vocês, brasileiros, tiveram de assistir nos últimos meses. O que isso tem a ver com o que escreverei? Obviamente nada, amigo leitor que já me conhece de outros carnavais e que sabe que este heterônimo adora começar seus artigos com uma piadinha ruim como quebra-gelo. Como creio, também, que meus leitores, ao contrário dos leitores do ortônimo, passam longe de ser mongoloides, sequer gastarei mais linhas explicando o caso que incitou a minha volta a este espaço.

Começo dizendo que não vi, não quero ver e, em alguns casos, tenho raiva de quem gastou mais do que 30 segundos de sua vida vendo e curtindo ou descurtindo um comercial de uma perfumaria. Como, todavia, a polêmica não demorou a chegar aos ouvidos do ortônimo, não me foi difícil obter uma ou duas pieces of information mais do que suficientes para chegar ao seguinte diagnóstico sobre o caso: a polêmica Boticário só prova, no fundo, o que já se vinha falando de outra maneira neste blog há muito tempo, ou seja, que os politicamente corretos da direita são os piores.

Explico: qualquer pessoa com mais de 10 anos de idade e com mais de dois neurônios ativos na cabeça já deve ter ouvido falar muito sobre como os politicamente corretos enganam a quase todos por algum tempo com suas falsas e irrealizáveis promessas de um mundo melhor e com sua mentalidade coletivizante. Comete-se, porém, o erro de sempre se esquecer de que entre os politicamente corretos da esquerda e os da direita há mais diferenças do que pressupõe qualquer vã filosofia política: enquanto aqueles, em nome de um projeto totalitário de sociedade, revestem-se com o manto da tolerância e da inclusão¹, estes, os da direita, tão limitados propagandisticamente de tão moralistas e tão moralistas de tão limitados propagandisticamente e em nome de um projeto no mínimo provavelmente autoritário em essência (porque, sim, desejar corrigir a sociedade moralmente apelando à intervenção estatal é autoritarismo, quando não o totalitarismo em si), insistem em dar aos da esquerda a oportunidade de cobrir-lhes,  quando falam perante o público, com o manto da intolerância, da exclusão e, mais preocupante ainda, da escrotidão.

O politicamente correto da direita é, então, tipicamente um tolo. Balizado na estúpida convicção de que não é a propaganda a alma do negócio “política”, ele crê piamente que, sem  precisar utilizar o próprio cérebro em prol da verdade, esta surgirá das cinzas e, algum dia, as pessoas perceberão que a esquerda estava errada e, finalmente, seguirão bovinamente os ensinamentos de uma direita iluminada sem, nunca, levantar um dedo que seja para a contestação. Na sua tentativa, então, de confiar em algo para além do humano, isto é, em algum tipo de ideal, esse setor mais reacionário da direita se esquece de que quem trabalha, em política, com o ideal não é o lado destro do espectro e que este lado, segundo sua própria propaganda, trabalha com o real, ou, em outras palavras, crê, corretamente, que “política é a arte do possível”, e não a arte do que “eu quero” porque “eu quero” ou porque “a moral da minha Igreja dita x e y, portanto só vou aceitar o mundo desse jeito”.

Não raro vemos esse tipo de pessoa levantar a mão e perguntar: “ah, mas não é direito das pessoas não gostarem de algo e se manifestarem contra?”. Evidente que sim. Tanto eu como o ortônimo seríamos dois dos primeiros a insurgirmo-nos contra qualquer tipo de censura. Como meu jovem e inexperiente amigo brasileiro explicou detalhadamente há alguns dias, no entanto, quando se confronta um sujeito militante que fala besteira, o caso não é de censura, também porque não se invoca o aparato repressor estatal nesses casos, mas de chamá-lo ao bom senso para evitar que, na ânsia de papagaiar suas ideias pelo mundo melhor, o supracitado acabe, na verdade, trazendo prejuízo à própria causa por não ter medido direito não só que ideias defender, mas que palavras usar.

Ou, traduzindo para o contexto da “polêmica”, todo grupo militante tem o direito de pedir a seus adeptos boicote contra o que quer que lhe venha na cabeça. Resta saber, ainda assim, o que os neutros pensarão sobre o caso. Os politicamente corretos da direita, por exemplo, certamente vêm fazendo, há muito tempo, boicote contra um produto chamado cérebro (recusam-se, afinal, a usá-lo). Sua iminente derrota em mais esse equívoco político nos mostra, sem dúvida, que os neutros certamente acharam esse boicote muito aceitável… só que não.

Ludovico Kasprov é jornalista e trabalha de heterônimo nas horas vagas. E não é que mais um de seus posts concorre ao prêmio Jean-Paul Sartre na categoria “coisinha mais feinha do pai”?

 ¹ Aos que vierem falar que esse manto colocado pelo politicamente correto de esquerda pode ser facilmente desnudado, concordo, só que o problema não é tanto que manto eles colocam sobre si mesmos, mas sim o que colocam sobre seus adversários.

PS (por Octavius): Acabei vendo o tal comercial da Boticário e, seriamente, senti o mesmo que Flávio Morgenstern sobre o caso todo.

Os demônios de Pirula e os meus

“Há mais mistérios entre o americano e o estadunidense do que pressupõe nossa vã filosofia… ou não”. O que isto significa? Talvez nada, talvez tudo, talvez talvez, mas o que de fato importa é se o gracejo vos agradou, leitores. Espero francamente ser “não” a resposta, ou realmente confirmarei, como pensei em minha primeira aparição neste lugar, o tédio pelo qual vossas vidas são lentamente consumidas.

De qualquer maneira, e sobremaneira inspirado por um amigo de meu ortônimo, volto a escrever para vosso divertimento, ou nem tanto, sobre os meus próprios demônios, sobre os demônios que ainda me assombram e que, pelo andar do carrinho de pipoca (porque sequer sei se carruagens ainda existem), vão continuar a assombrar meus herdeiros, apesar de essa historieta darwiniana de herdeiros me enfadar profundamente.

Deveis saber,  antes de tudo, que não me contrario quando o supracitado paleontólogo se mostra preocupado com a falta de critérios por parte dos indivíduos ao escolherem em que vão acreditar. Paranoicas, ignorantes e histéricas, não é de se surpreender que as massas tendam a crer nas primeiras vigarices ideologicamente convenientes que surgem e que, do mesmo modo, passem a idolatrar o charlatão que as profere.

Se, porém, a honestidade e a sinceridade são as virtudes dos condenados – com o que não concordo, já que considero a sinceridade o vício dos idiotas no sentido clássico do termo -, digo que a esperança é o vício dos carrascos. Claro, não penso ser o doutor em Biologia um dos que se encaixariam nessa categoria, pois não lhe apetece a política. O problema, porém, persiste, já que há muitos outros esperançosos, de direita ou de esquerda, fazendo política terras tupiniquins afora. O resultado todos conhecemos: em nome da esperança no brasileiro, qualquer crítica a este povo é admoestada como mero viralatismo pró-americano (como se ser americano fosse, apesar dos pesares, uma postura digníssima a se tomar) ou como comunismo enrustido; protege-se, então, este povo de uma necessária reforma psicológica por meio da censura ao que explicitamente serve para essa reforma, mas nem mesmo a maior das censuras pode deter as implicitudes que de fato acabam por mudar o brasileiro para pior.

E, depois, vós ainda alegais ser um povo amistoso e digno da confiança do mundo. Patifaria. E patifaria demoníaca. O melhor que se pode fazer, e que vós brasileiros não estais fazendo, com o arco-íris da esperança em política é o óbvio: apagá-lo o mais rápido possível ou, melhor ainda, sequer acendê-lo.

Ludovico Kasprov é jornalista e trabalha de heterônimo nas horas vagas. Exorcizaria seus próprios demônios… se acreditasse em exorcismos.

Novas reflexões de um heterônimo rabugento: sobre chapéus e Estados-Babás

Amizade é um amor recalcado, diria o psicanalista afobado. O que tem isto a ver com o que escrevo a seguir, leitor? Nada, mas o caso é que sempre ouvi falar, e eis a razão para este gracejo inicial, que é de bom tom gracejar com o leitor para que o jogo da escrita com a leitura se torne o menos entediante possível – mentira, devo ter ouvido falar uma vez ou outra em algum lugar que não me vem à memória e que não vem ao caso; como plágio é crime, porém, assumo que não me cabe alegar ter sido o criador de tamanha genialidade literária.

Enfim, o caso foi terem chegado-me (e não, leitor, normalmente não sou tão xarope, o ortônimo é que não cessa de se confundir comigo) diversas notícias sobre as quais considero mister tecer comentários longuíssimos que, garanto nietzscheanamente, serão para todos (comentarem) e para ninguém (ler). Nenhum jornalista, a não ser eu próprio, se feriu (ou quase isso) durante a produção destes parágrafos e, principalmente, dos que se seguem.

Ouço, primeiro, que “in voga” está no futebol o verbo, provavelmente neologizado, “chapelar”. Ora, o ortônimo bem sabe que me entedia mortalmente esse esporte semibárbaro – sabem aquela história de as massas serem movidas por paixões mais do que tolas? Pois é -, mas não é de se descartar a chance de se alfinetar os governantes de qualquer país, quanto mais do Brasil em que vocês vivem, quando tentam chapelar a justiça alheia para, anos depois, descobrirem que são eles próprios os mais chapelados e, principalmente, os mais chapeláveis.

Nesta terra com palmeiras, meus amigos, as aves que aqui gorjearam para que Battisti pudesse ficar não cantaram tão bem lá. Nosso horizonte tem mais leis, mas nossa terra, mais horrores. De qualquer forma, é óbvio que, assim como Octavius e ao contrário de uns meus amigos da direita puritana jornalística brasileira, me dano para que substâncias um sujeito consuma nos limites quase sempre invioláveis de seu corpo, tanto é que, após ler que “lei antifumo ficará mais severa”, não tive dúvidas: traguei tanto quanto possível em casa, porque vai que a Grande Chaminé, ops, digo, que o Grande Irmão já me esteja observando, não?

Finalmente, falando em observação, até comentaria convosco sobre o caso Charlie Hebdo, mas vou deixar para que o eu que é o outro não o faça. Não, leitor, ele não tememos bombas ou fuzis tanto assim. Tememos mais, aliás, coisas piores, como conservadores ou progressistas de internet. O maior problema nesse caso é, sinceramente, que não sabemos de qual é pior ouvir “sou a favor da liberdade de expressão, mas”. Adianto, porém, que os progressistas pelo menos têm uma metafísica um pouco mais sofisticada nesse sentido. Sabem o que isso significa? Nada.

Octavius é professor, graduando em Letras, antiolavette e polemista medíocre.  Não duvida que Ludovico Kasprov consiga mais fama do que ele próprio com apenas dois textos.

Ludovico Kasprov é jornalista e trabalha de heterônimo nas horas vagas. Para quem estava falando de Todorov uns dias atrás, a coisa anda meio feia. Meio não, muito feia. Muito não, completamente feia, tão feia que ganhou o troféu Jean-Paul Sartre na categoria “coisinha mais feinha do pai”.

Entrevista retirada de um capítulo de livro

Expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês… esperem, às vezes me esqueço de que este ainda não é um livro de memórias póstumas, mas um texto de memórias… de memória jornalística para ser mais exato. Oh, perdão, sei que muitos de vocês brasileiros gostamos de saber com quem estamos conversando, então cabe identificar-me. Batizaram-me Ludovico Kasprov (sabeis como é, meus pais leram muito um tal economista e gostavam muito de xadrez) na Bulgária em algum desses tempos em que a breguice predominou no mundo.

De qualquer forma, apenas ao atingir a maioridade pude vir cá para Brasil ter uma vida tranquila e relativamente chata como jornalista. Mas, como uma vida entediante tem sempre de ser estragada por algum evento mais ou menos interessante, fui forçado a sair do delicioso marasmo alguns anos atrás, pois a revista para a qual até hoje trabalho precisava de alguém capaz de entrevistar Tzvetan Todorov, ninguém menos do que o pensador meu conterrâneo mais famoso entre nós, os búlgaros pensadores (minto, acho esse negócio de pensar um atraso de vida, mas quero deixar o texto um pouco mais estiloso – na verdade, meu ortônimo brasileiro é quem quer, mas é melhor voltar ao trabalho, ou melhor, à escrita antes que ele me despeça como narrador e como heterônimo).

Até tentei fugir do interessante e voltar ao tédio, mas argumentos fortíssimos como passagens e hospedagem por conta da revista me fizeram rever minha tese inicial. Lógico que o hotel em que me hospedaram mais parecia uma estrebaria, mas hospedagem dada não se olha as toalhas de mesa (sim, eu sei, a piadinha é sem graça e nonsense, mas vocês já esperariam isso de meu ortônimo, não?)

Enfim, sem mais delongas, a entrevista foi sobre O espírito das Luzes, um livro que particularmente achei um saco mas que pode interessar ao leitor. Como minha introdução lhes tomou demasiados segundos úteis de vida, creio que não irão interessar a vós os detalhes sórdidos e fúteis extraentrevista do tipo “Todorov foi simpático” ou “Quando/onde foi a entrevista?”. E se interessarem, vidas tediosas as vossas, não? Nem eu curto tanto assim a vida alheia e… ah, não, não vou soltar piadinhas moralistas e medíocres sobre o jornalismo brasileiro. Se quiserem ler uma dessas, procurem naqueles geniais comentários do Facebook, aqueles que eu, tu, ele, nós, vós e eles já conhecem (e, sim, esse truquezinho manjado com os pronomes pessoais do caso reto foi obra do ortônimo, não minha).

Bom, segue o que colhi. Despeço-me, com um piparote machadiano, por aqui:

“LUDOVICO KASPROV: Olá, filósofo. Agradeço por me ceder essa entrevista.

TZVETAN TODOROV: É Kaprov, não é? Sou eu que agradeço, pois é muito raro poder vir a público para falar sobre tema de tamanha magnitude filosófica.

LK: Sim, filósofo, mas não falemos mais de mim. O público quer saber é sobre O espírito das Luzes… seria um livro sobre a história do Iluminismo?

TT: Não exatamente. Veja bem, suponho que já tenha ouvido falar mais de uma vez que nos falta, como defino no início do livro, um ‘plano conceitual’ que seja capaz de dar os alicerces necessários para nossos discursos e atos, certo? Pois foi justamente na vertente humanista do Iluminismo (ou das Luzes, como chamei ao longo dos ensaios) que consegui encontrar esse plano. Tendo em mente o desmoronamento mais ou menos recente das utopias políticas e filosóficas e tomando como premissa a ideia nietzscheana da morte de Deus em nossa sociedade, o que defendo em O espírito das Luzes não é simples volta ao passado, mas uma melhor compreensão de como as mudanças radicais ocorridas nessa época podem ser, de algum modo, reaproveitadas em nosso tempo, mesmo que não possamos mais utilizar todo o pensamento filosófico daqueles autores para resolver os problemas posteriores a esse período.

LK: Poderia explicar um pouco melhor exatamente como entende o período que conhecemos por Iluminismo?

TT: Como digo no primeiro capítulo do livro, o grande problema  quando tentamos definir qual era o projeto das Luzes é que, além de a maioria das grandes ideias das Luzes terem origem em outros períodos (o Renascimento, por exemplo), os pensadores desse período, ao contrário do que possa parecer, não estavam em total acordo entre si. Aliás, se não analisarmos esse período com cuidado, deixaremos de perceber os acalorados debates que aconteciam durante essa época entre os mais diversos pensadores. As Luzes, então, ao mesmo tempo que ‘são uma época de conclusão, de recapitulação, de síntese – e não de inovação radical.’, também ‘foram uma época mais de debate do que de consenso’.

LK: Seria, então, impossível definir esse projeto?

TT: De maneira alguma. Veja, por mais que este seja um período ‘de assustadora multiplicidade’, podemos detectar três ideias que, como interpretei, seriam os fundamentos, as bases desse projeto: ‘a autonomia, a finalidade humana de nossos atos e, enfim, a universalidade’. Obviamente, acatar essas ideias, como friso no primeiro capítulo, tem suas consequências (digo, aliás, que são inumeráveis), mas estas deixo para o leitor descobrir ao ler os ensaios.

LK: Filósofo, deve saber melhor do que eu que recai sobre os iluministas a acusação de pregarem o primado da razão sobre tudo mais. Até que ponto a acusação procede?

TT: Por mais que a corrente racionalista dos iluministas tenha se sobressaído às outras, devemos nos lembrar que as opiniões e as posturas filosóficas que originam as Luzes no século XVIII estavam, antes, em conflito, ou, como descrevo, ‘as Luzes são ao mesmo tempo racionalistas e empiristas, herdeiras tanto de Descartes quanto de Locke’, acolhendo os mais diversos grupos e tendo apreço pelas ideias mais contraditórias entre si. É uma época em que a fé e as religiões são criticadas não enquanto rituais, mas como ‘tutela imposta aos homens de fora’, e a crítica ocorre justamente para que seja possível à humanidade conduzir seu próprio destino. Nesse contexto, a razão é não necessariamente o ‘motor das condutas humanas’, mas uma ‘ferramenta de conhecimento’. É muito mais importante, por exemplo, a liberdade de pensamento, ou seja, a liberdade ‘de examinar, de questionar, de criticar, de colocar em dúvida: nenhum dogma ou instrução pode mais ser considerado sagrado’. É partindo dessas e de outras premissas que digo que, para o projeto das Luzes, ‘não é mais a autoridade do passado que deve orientar a vida dos homens, mas seu projeto para o futuro.’

LK: Mas, filósofo, essa ideia de agir em nome de um futuro possível e imaginado não pode gerar muitos equívocos?

TT: Deixemos isso para o leitor, Kasprov. A sua postura, porém, é extremamente digna do que escrevo no livro e dessa ‘refundação das Luzes’. Afinal, se escrevi que devemos também submeter esse passado a um exame crítico e lúcido, nada mais coerente do que deixar a sua provocação ao leitor. Como digo no fim do primeiro capítulo, ao criticarmos esse projeto, ‘não arriscamos trair as Luzes, ao contrário: a verdade é que as criticando continuamos fiéis a elas e colocamos em prática seu ensinamento’. Sinta-se o leitor livre, então, para fazer esse exame.”

Octavius é professor, graduando em Letras, antiolavette e polemista medíocre. Não fará a promessa de não mais tentar cometer literatura pois não sabe se conseguirá cumpri-la.

Referência bibliográfica:

TODOROV, Tzvetan. O espírito das Luzes. Tradução de Mônica Cristina Corrêa. São Paulo: Barcarolla, 2008. 158p.