Ostentando burrice

Das perguntas indecentes que ninguém deveria fazer – Capítulo 1: “Professor, para que vou usar isso na minha vida?”

Começando hoje, postarei sobre uma série de perguntas que, pelos mais diversos motivos, julgo que não deveriam ser feitas por qualquer pessoa que apresente mais de dois neurônios ativos no cérebro. Uma delas é a famosa pergunta que até mesmo professores universitários de Pedagogia e afins incentivariam que os alunos dos níveis fundamental e médio fizessem constantemente: “Professor, para que vou usar isso na minha vida?” (mais…)

Eu, Apolítico – A escola sem partido e a volta dos conservadores sem prudência

Havia reclamado há alguns meses sobre uma ideia muito disseminada nas trincheiras do direitismo conservador brasileiro, a de que a apologia ao comunismo e às outras doutrinas vermelhas deve ser criminalizada no mais tardar ontem. Não me cabe aqui expor novamente que argumentos me levam a rejeitar essa ideia, posto que já o fiz no supracitado texto e em outro no Sociedade Alternativa de Letras, blog de meu amigo Leonardo Levi, mas, sim, me redimir por ter achado que esta teria sido a ideia mais estúpida e mais politicamente ingênua que já tinha ouvido. Daí veio, por parte de alguns aliados do movimento chamado Escola sem Partido, a ideia da criminalização da doutrinação marxista dentro das escolas e das universidades, e fomos surpreendidos novamente.

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Eu, Apolítico – Relato de um certo povo nada conservador

Depois do título alemão, do vice argentino e do fiasco brasileiro na Copa do Mundo deste ano, sinto que é hora de retornar a blogar com maior frequência ou, pelo menos, com menor displicência. Para este fim, volto, de cara, a esculachar a direita brasileira, em especial a olavéttica. Hora de explicar, de uma vez por todas, por que raios o povo brasileiro, a priori, nada tem de conservador ou, pelo menos, por que é insensato proclamar aos quatro ventos, como fazem muitos direitistas, o caráter conservador do povo tupiniquim.

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Notas Mensais – Junho 2014 – Julho 2014

Devotos de um vigarista – O retorno

Você percebe que Marx influenciou excessivamente as ciências humanas quando vê que, para justificar o método de análise histórica que cria com o “18 de Brumário”, argumenta que pessoas, usando o método anterior, falharam em fazer uma análise justa. Detalhe 1: Pessoas falhando em aplicar um método não significa que o método é falho. Detalhe 2: Marx não dá UMA MÍSERA LINHA de espaço para aqueles aos quais está se opondo, quem dirá refutá-los.

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Eu, Apolítico – Sobre palavrões, moralismo e irracionalidade

Sim, cari amici, a Copa começou e, com ela, pulularam polêmicas Brasil afora, duas ganhando, até o final deste segundo dia, os maiores holofotes: os xingamentos à presidente da República, Dilma Rousseff, enquanto esta assistia ao jogo de abertura entre Brasil (hexa, já disse) e Croácia, e o garoto (por corolário, menor de idade) black bloc cujo pai o queria fora de uma manifestação anti-Copa em São Paulo. Com o segundo episódio, trabalho em outro texto. Vamos, então, aos trabalhos com o primeiro fato.

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Notas Mensais – Maio 2014 – Junho 2014

Os meus leitores mais atentos devem ter percebido que, salvo engano, nunca compartilhei, aqui (facebook) ou nos blogs (mesmo quando comunista antipetista), qualquer vídeo que falasse em alguém “falando a verdade sobre o governo do PT” ou “desmascarando Lula” ou o que prefiram. Aliás, não só não o faço como repudio, ao menos mentalmente, quem o faz. Isto se dá por apenas dois motivos, o segundo ligado ao primeiro. O primeiro é que isto me soa sensacionalista em excesso, mesmo sabendo que a denúncia pode ser coerente. O segundo é que todo sensacionalista parece, na verdade, mero teórico da conspiração. Eis a diferença entre a militância esquerdista e a completa inépcia dos moralistas de direita quando inventam de militar politicamente, se é que o que fazem pode ser conhecido por essa alcunha.

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