Palmeiras

As cinco maiores injustiças futebolísticas que vi

Recentemente, estive assistindo ao documentário “1982 – Aos nossos campeões”, produzido pelo grupo ESPN. Nesse documentário, tanto comentaristas dos canais ESPN (como Arnaldo Ribeiro, Gian Oddi e Eduardo Tironi) como celebridades e jornalistas (Dan Stulbach, Ivete Sangalo e outros) comentam sobre e homenageiam uma das seleções mundiais que mais jogou bola em Copas do Mundo, mas que foi eliminada de forma surpreendente, não levando a taça.

Apenas para contextualizar um pouco melhor para o leitor que desconheça o fato, como a grande maioria dos fãs de futebol sabe, há pouco mais de 35 anos ocorria a chamada “Tragédia do Sarriá“, isto é, a eliminação da lendária seleção brasileira de 1982 para uma Itália que, apesar de suas qualidades e de grandes jogadores como Gentile e Dino Zoff, nem de longe era a favorita naquele 3 a 2 contra o Brasil de Zico, Éder, Falcão, Júnior e outros craques. Após isso, a Itália iria para a semifinal com a Polônia, para a final com a Alemanha e levantaria o caneco.

Ao se referirem a esse Brasil x Itália, muitos dos que assistiram a essa Copa definem a “Tragédia do Sarriá” como uma das maiores, se não a maior, injustiça futebolística de todos os tempos. Como, porém, não pude assistir a essa competição por nem estar perto de nascer, não posso inclui-la na lista das maiores injustiças futebolísticas que já presenciei, mas posso inspirar-me e, a seguir, conversar com o amigo leitor sobre as cinco maiores injustiças futebolísticas a que assisti e de que me lembro bem no futebol brasileiro e internacional:

5º lugar: Palmeiras 2 x 1 Santos – Final da Copa do Brasil 2015 – Palmeiras campeão

Em quinto lugar, um jogo envolvendo dois rivais de meu time. No caso, o segundo jogo da final da Copa do Brasil 2015, tendo o primeiro terminado em 1 a 0 para o Santos na Vila Belmiro, sendo este um placar que não representava o que havia sido o jogo, já que o Santos dominou a partida de ponta a ponta e perdeu no mínimo duas ótimas chances.

De novo para contextualizar para o leitor, após um 2014 catastrófico com um time para esquecer, o Palmeiras firmou a atual parceria com a Crefisa e foi às compras, montando um time que, apesar de algumas deficiências em posições específicas, tinha se tornado uma das maiores forças do Brasil, acumulando triunfos em clássicos estaduais (mais notavelmente, contra São Paulo e Corinthians) como ainda não tinha feito no século 21.

Mesmo assim, um problema antigo persistia no alviverde paulistano, e este era a falta de um técnico confiável, tanto que o time começou o ano com o Oswaldo de Oliveira e, após um vice paulista para o próprio Santos e um início de Brasileirão no mínimo questionável, trocou para Marcelo Oliveira, técnico então bicampeão nacional, mas que, no momento em que se dava aquela final, tinha seu trabalho contestado e sua cabeça sendo pedida por boa parte da torcida por causa do nível de atuação pouco satisfatório do time tanto no Brasileirão como na Copa do Brasil, ainda assim conseguindo chegar, aos trancos e barrancos, à final desta.

O Santos, por sua vez, após um frustrante ano de 2014 em que perdeu o Paulistão para o Ituano e em que passou bem longe de disputar de fato qualquer caneco nacional, arrumou a casa com o que tinha e trouxe um questionado Ricardo Oliveira para ser o centroavante do time e um dos líderes do elenco que já contava com nomes como Renato, Lucas Lima e Vanderlei.

Ainda com o treinador Marcelo Fernandes, hoje auxiliar técnico no próprio Santos, o alvinegro praiano conquistou o Paulistão para cima do poderoso Palmeiras, mas vinha de um início no mínimo preocupante no Brasileirão até contratar Dorival Júnior, treinador que, apesar de ter boas ideias, vinha de trabalhos questionáveis em times como Palmeiras e Fluminense e carregava consigo o entrevero com Neymar em 2011, fato que causou sua demissão no mesmo ano por “insubordinação”.

Com Dorival, não só a crise foi espantada como também o Santos começou a jogar o melhor futebol do Brasil, passando sem problemas na Copa do Brasil inclusive pelo futuro campeão brasileiro Corinthians e pelo rival histórico São Paulo, vencendo tanto na ida como na volta e contando com ótimas atuações de jovens como Gabriel Barbosa e Geuvânio.

Era o Santos, pois, que chegava como favorito para a final, apesar de o Palmeiras ter um elenco mais recheado e tecnicamente igual ou melhor do que o elenco santista, e esse favoritismo foi parcialmente confirmado no primeiro confronto, na Vila Belmiro, no já citado 1 a 0 em que o alviverde não viu a cor da bola, mesmo com Lucas Lima não jogando o melhor que sabia.

O Palmeiras, porém, tinha se tornado um especialista em usar o mando de campo em competições mata-mata, além de contar com um jogador que viria a ser fundamental para o time tanto ao fazer os dois gols alviverdes que levariam o jogo às penalidades como posteriormente no Brasileirão de 2016: Dudu. Tinha, também, em Fernando Prass um goleiro que, à época, vinha se consagrando como um dos maiores pegadores de pênalti do Brasil.

Tinha, por fim, Matheus Sales, jovem volante que, naquela noite, faria talvez a melhor partida de sua carreira até o momento, anulando sem piedade o armador santista, gerando, inclusive, uma série de memes com os quais os palmeirenses atormentavam Lucas Lima até este trocar a Vila pelo Allianz Parque em 2017.

Com isso, o Palmeiras, usando o mando de campo como poucos sabem usar, venceu o Santos. Sim, eu sei que o Palmeiras tinha um elenco com mais opções. Sim, eu sei que o Santos foi encurralado e não conseguiu desempenhar o bom futebol que vinha desempenhando. Sim, eu sei que, naquele jogo, o Santos não merecia o caneco. Mesmo assim, parece-me um pecado o escrete santista de 2015 ter acabado só com um Paulistão no ano.

Eles mereciam mais. O bom futebol merecia mais. No entanto, nem sempre o melhor vence, em especial quando o outro time sabe usar o mando de campo, como também veremos a seguir.

4º lugar: Sport 2 x 0 Corinthians – Final da Copa do Brasil 2008 – Sport campeão

Sim, eu sei que isso pode parecer clubista, leitor, mas não posso deixar de considerar injusto o Sport ter levado o caneco da Copa do Brasil em 2008 contra o meu time de coração.

Para quem não lembra, Sport e Corinthians encontravam-se em situações opostas. Enquanto o Sport vinha desde 2007 na Série A e parecia consolidar sua presença nessa divisão (mas só parecia, pois cairia já em 2009), o Corinthians passava pela maior reformulação de sua história após a queda para a Série B em 2007, contratando vários novos nomes (e futuros ídolos, como Alessandro, Chicão, Cristian, Elias e Douglas) para disputar esse campeonato em 2008 e voltar à elite em 2009, o que de fato ocorreria sem maiores problemas.

Já na Copa do Brasil, o quadro era bem diferente. Apesar de alguns tropeços, o Corinthians só tinha enfrentado reais problemas contra o Botafogo (time que, historicamente, causa problemas ao alvinegro paulistano) na semifinal, tendo passado sem tanto drama por outros adversários historicamente problemáticos, como Goiás e São Caetano. Além disso, o futebol apresentado pela equipe treinada por Mano Menezes, mesmo sem estar em seu melhor momento de apuração, já era consideravelmente melhor do que o do elenco que caíra para a Série B no ano anterior.

O Sport, por sua vez, não apresentava tanto em campo, dependendo várias vezes do mando de campo na Ilha do Retiro para avançar na competição, como na primeira fase contra o Imperatriz-MA, nas oitavas contra o Palmeiras-SP (mesmo com o placar elástico) e nas quartas contra o Internacional-RS, além de ter passado na semifinal nos pênaltis contra um Vasco que viria a sofrer seu primeiro rebaixamento no mesmo ano de 2008.

Houve, porém, um jogador que, ao fazer o gol de honra do Sport nos 3 a 1 no primeiro jogo no Morumbi, mudaria completamente o cenário da volta na Ilha do Retiro, jogo em que o Sport, contando com uma brilhante atuação do lendário Carlinhos Bala,  acuou o time alvinegro. Esse jogador era Enílton, o mesmo que ajudaria Luciano Henrique a marcar o segundo gol após cobrar uma falta que enganou o bom goleiro Felipe.

Se houve algum jogo em que quase chorei por futebol, foi esse. Sim, eu sei que o time de 2008 ainda não era tão forte como o de 2009, para o qual os reforços de Jorge Henrique e Ronaldo Fenômeno foram um achado e tanto. Sim, eu sei que o Corinthians poderia ter feito mais gols no primeiro jogo e matado a parada ali mesmo. Mesmo assim, a perda do título doeu-me muito naquela hora e nos dias seguintes, tanto que é, para mim, a derrota mais amarga que eu me lembre do Corinthians, superando até mesmo os 4 a 1 para o Atlético-MG em 2014 e os 5 a 1 para o São Paulo em 2005.

Penso até hoje que, se fosse campeão da Copa do Brasil em 2008, o Corinthians de 2009 teria tido uma ótima chance de conquistar a Libertadores pela primeira vez, pois o futebol demonstrado por aquele time de Ronaldo, Jorge Henrique e Dentinho no primeiro semestre, que era quando ocorria o torneio continental, pareceu-me bem maior do que o do campeão Estudiantes e do que o do vice Cruzeiro.

No entanto, não há como mudar o passado, inclusive em outra competição continental, desta vez na Europa em 2010.

3º lugar: Barcelona 1 x 0 Inter de Milão – Semifinal da Champions League 2009/2010 – Barcelona eliminado

Camp Nou. O lendário esquadrão de Messi e cia, representando o Barcelona, é eliminado nas semifinais da Champions League após perder fora por 3 a 1 e ganhar em casa só por 1 a 0 mesmo com um a mais. O motivo? O adversário era a Inter de Milão, com uma retranca montada pelo maior especialista no assunto: o superestimadíssimo José Mourinho.

Se eu achei Palmeiras 2 x 1 Santos uma injustiça, nem preciso explicar mais nada ao leitor, até porque o próximo jogo demandará bem mais explicações.

2º lugar: Brasil 1 x 2 Holanda – Quartas de final  da Copa do Mundo de 2010

Se você, assim como eu, não apreciou o trabalho de Dunga com a seleção em 2015 e 2016, peço que respire fundo e me acompanhe, pois o que falarei pode parecer loucura agora, mas fará sentido: não, o Brasil não mereceu perder para a Holanda de Robben e Sneijder em 2010, por mais que ambos os carequinhas tenham jogado sobrenaturalmente naquela partida.

Primeiro, é importante lembrar que, apesar de Dunga ter montado um time excessivamente reativo e de ter feito escolhas no mínimo duvidosas já à época, a seleção brasileira em 2010 tinha se classificado na fase de grupos sem maiores problemas. Pode-se dizer, é claro, que o empate com Portugal no último jogo era um indício de que aquele time não iria longe, mas o fato é que, mesmo nesse jogo, o Brasil não teve grandes sustos, ao contrário da Copa seguinte, a de 2014, em que a seleção passaria apertado nos três jogos da primeira fase,  mesmo com o placar elástico contra a fraquíssima Camarões 2014.

A Holanda, por sua vez, também passou com tranquilidade na fase de grupos, mas em um grupo sem qualquer seleção de maior peso. Curiosamente, tanto Holanda como Brasil chegaram às oitavas com cinco gols marcados, sendo que, enquanto a Holanda ganhou da Eslováquia por 2 a 1 na marra, o Brasil fez 3 a 0 no Chile (que vinha melhorando seu nível técnico em relação às copas anteriores) sem muito suar, apesar da ausência de Elano, jogador que, após uma lesão, faria bastante falta ao time justamente nas quartas contra a Holanda.

Óbvio que, ainda assim, não seria possível para qualquer um que tenha visto os jogos da seleção de Dunga em 2010 concordar comigo que essa eliminação para a Holanda foi uma grande injustiça, principalmente porque não se trata de alguma zebra, mas o que me deixa inconformado até hoje é: o Brasil foi eliminado no seu melhor jogo na Copa por uma Holanda que fez, talvez, o seu pior jogo naquela Copa.

Se o que eu acabei de dizer pode parecer ousado, peço que se lembrem do primeiro tempo: um verdadeiro massacre brasileiro, com a Holanda acuada, em especial após o 1 a 0 (gol de Robinho após passe magistral de Felipe Melo), resistindo como podia às investidas brasileiras, com Robben e Sneijder praticamente ausentes do jogo.

Algo, porém, aconteceu no intervalo, pois, no segundo tempo, o Brasil diminuiu o ritmo e foi aí que a Holanda achou, ou melhor, que Robben e Sneijder acharam dois gols, primeiro em um momento de rara infelicidade de Júlio César (que havia sido eleito o melhor goleiro da Europa e do mundo na temporada 2009-2010), depois em um momento de infelicidade conjunta de Júlio César e Felipe Melo (que foi alvo de críticas imerecidas pós-jogo, pois vinha sendo um dos destaques daquela seleção). Falando no volante brasileiro, infelizmente sua expulsão após pisão em Robben foi a pá de cal definitiva.

Sim, eu sei que, se chegasse à final, o Brasil provavelmente não ganharia da Espanha. Sim, eu sei que um possível triunfo contra a Holanda naquelas quartas de final só adiariam a inevitável eliminação. Sim, eu sei que nem de longe o Brasil mereceria a final da Copa em 2010 até aquele jogo. O problema é que, justamente no jogo em que mereceu, caiu. Mais ainda, caiu e praticamente sepultou a carreira de um dos maiores injustiçados que já vi no futebol: Júlio César.

1º lugar: Fluminense 3 x 1 LDU – Final da Copa Libertadores de 2008 – LDU campeã nos pênaltis

Nenhum desses jogos, porém, passa sequer perto da maior injustiça que já vi no futebol. Diria mais: o que aconteceu naquela noite de 02 de julho de 2008 no Maracanã foi um crime cometido contra o bom futebol principalmente porque, pelo que vemos nos últimos anos, o Fluminense dificilmente terá uma nova chance de conquistar essa taça nos próximos anos.

Não me arriscarei, aqui, a contextualizar ou a narrar em detalhes o jogo em si, pois o excelente site Imortais do Futebol tem um texto melhor do que qualquer um que eu poderia escrever sobre esse jogo. Ainda assim, se digo ser esta a maior injustiça que vi, devo no mínimo descrever um pouco o jogo.

O jogo dos três gols de Thiago Neves, incluindo uma cobrança de falta magistral. O jogo em que a arbitragem esqueceu-se de que times equatorianos também podem ter seus jogadores amarelados quando cometem faltas brutais. O jogo em que um time ofensivo e bem organizado pelo então mais falastrão do que técnico Renato Gaúcho foi superado pela retranca de Edgardo Bauza, técnico que, futuramente, após ganhar nova Libertadores em 2014 com um novo time retrancado (San Lorenzo), se tornaria extremamente superestimado, vindo a comandar o São Paulo (!) e a seleção argentina (!!), nos quais provou que Libertadores não dá camisa para ninguém.

O jogo, enfim, em que um Fluminense titânico, que havia eliminado na raça e na bola Atlético Nacional-COL, São Paulo e Boca Juniors, sucumbiu nos pênaltis a um goleiro mediano em noite sobrenatural (Cevallos) e a um time que só havia chegado à final por ter tido cruzamentos mais fáceis no mata-mata, tendo, mesmo assim, que jogar com o regulamento embaixo do braço várias e várias vezes na competição.

Como corintiano desde 2000, confesso: se houve um jogo na minha vida em que torci para algum time além do Corinthians, foi aquele Fluminense x LDU. Como jogavam Thiago Neves, Conca e companhia. Aquele time merecia a América, mas, felizmente ou infelizmente, o futebol tem dessas. Se eu dissesse que aquele jogo não foi a maior injustiça que vi, seria eu mais injusto ainda.

Octavius é professor, graduado em Letras e polemista medíocre. Não quer nem imaginar como seria um jogo entre um time de Mourinho e um time de Bauza. Não responde a pergunta “Guardiola ou Mourinho?” porque não sabe nem se Mourinho é equiparável a Rafa Benítez, quem dirá a Guardiola.

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De novo, o futebol. De novo, times paulistas e suas formações possíveis

O título explica tudo, leitores. Com as especulações sobre o possível desempenho de cada time ao longo de 2017 e sobre as mudanças a serem feitas, este que vos fala decidiu fazer as suas também, colocando duas possíveis escalações para cada grande de São Paulo.

Lembrando, claro, que são só palpites de um torcedor que tem procurado cada vez mais entender o esporte de que tanto gosta. Não tenho, pois, qualquer tipo de autoridade que torne meu palpite irrefutável ou inatacável.

Comecemos, é lógico, pelo maior deles:

Corinthians

Pensei, para o time comandado por Carille e orquestrado até o momento por ele, Reusdriguinho, o Deus da bola, em dois esquemas táticos diferentes, mas que, a depender da escalação, poderiam ser utilizados no mesmo jogo, um para o momento ofensivo, outro para o momento defensivo, ou um para um tempo, outro para o outro:

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No primeiro caso, temos um 4-1-4-1 em que, com o recuo de Maycon ou de Rodriguinho para uma função de segundo volante, auxiliando Gabriel na marcação, Fágner e Guilherme Arana poderiam ser liberados para reforçarem o ataque pelas pontas e ajudarem Jádson e Kazim  a brilharem e/ou a municiarem o centroavante Jô (ou Léo Jabá) com bolas para que ele empurre para a rede como fez no clássico diante do Palmeiras.

No segundo caso, um 4-4-2 em que Rodriguinho faria função semelhante à de Renato Augusto no 4-2-3-1 (em alguns momentos, 4-1-4-1) de Tite de 2015, sendo o sustentáculo do meio-campo para que o veloz e criativo Jádson exerça suas melhores características, podendo inclusive atuar como um terceiro atacante para ajudar Kazim e Jô a infernizar as defesas alheias.

É possível, também, colocar, quando estiverem em melhor fase, Marlone ou Marquinhos Gabriel em alguma das pontas para aumentar a técnica e a velocidade. Não se deve abdicar, do mesmo modo, da experiência de Felipe Bastos e da versatilidade de Camacho, este último que, por ter se acostumado com o modo de jogar do Audax, pode cobrir várias ausências, talvez até mesmo a de Jadson ou a de Rodriguinho.

Outras mudanças que podem ser feitas são as entradas de Pedrinho, Léo Jabá, Moisés, Léo Príncipe, Pedro Henrique, Giovanni Augusto e, pasmem, até mesmo Guilherme poderia render bons frutos nesse esquema.

Palmeiras

Para o time até o momento comandado pelo filho de Nelsinho “se perde de um, perde de sete” Baptista, Eduardo, considerarei Moisés e Tchê Tchê como indisponíveis por um bom período, em especial Moisés, para diversificar os possíveis formatos que esse time poderia assumir com os mais diversos jogadores. Obviamente, o torcedor palmeirense, com as formações dadas, saberá melhor do que eu em que posição esses jogadores se encaixam. Aí vão:

palmeiras-3-4-3-2017palmeiras-4-1-4-1-2017

No segundo caso, mantive o esquema de Eduardo Baptista, apenas trocando os machucados por Veiga e Bastos, que me parecem as opções mais interessantes do time de verde no momento, apesar de haver Guerra, Arouca e vários outros a serem experimentados. Zé Roberto, inclusive, poderia deixar a lateral para Egídio ou M. Bastos e ir ao meio-campo.

No primeiro caso, pensei em um esquema, digamos, mutante. Como o leitor pode perceber, o que tentei fazer em minha prancheta foi um 3-4-3 com, aparentemente, apenas um volante (Melo), um meia armador (Veiga, Guerra ou algum outro que o palmeirense prefira) e dois meias laterais (Jean e Zé Roberto). Coloquei, também, Mina como um líbero nesse time por me parecer, de todos os zagueiros alviverdes, o mais habilidoso em saídas de bola.

O caso é que, na verdade, seria possível, nesse time, fazer diversas mudanças táticas entre partidas ou ao longo de uma partida. Jean e Zé Roberto poderiam recuar para a defesa, Dudu poderia recuar para ajudar Veiga na criação, e Mina poderia avançar como  volante, o que daria ao time alviverde um 4-4-2 em que Keno teria chances de fazer ainda mais sucesso do que fez com Grafite em um esquema parecido no Santa Cruz, mas sem tantas opções de alta qualidade no elenco.

Por óbvio, também seria possível apenas recuar Dudu para a criação de jogadas, formando um interessante 3-5-2 ofensivo, assim como tirar um dos atacantes e colocar mais um volante, formando um 3-5-2 tradicional. Além disso, poder-se-ia recuar Jean e Zé Roberto e avançar Mina, formando um 4-3-3 no mínimo ousado. Isso, é claro, fora os nomes que poderiam substituir, ao gosto do torcedor, Jean, Zé Roberto, Veiga, Dudu, Borja, Keno…

São Paulo

No tricolor comandado por Rogério Ceni, temos, também, várias opções com as quais especular:

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No primeiro caso, mesmo esquema do São Paulo do começo do ano: um 3-4-3 em que Rodrigo Caio funcionaria como uma espécie de líbero ou de terceiro volante, além de contar com uma defesa mais sólida, com um ataque mais potente e com um meio campo mais dinâmico. Cueva poderia ser recuado como meia de criação, formando um 3-5-2, assim como Rodrigo Caio poderia avançar enquanto os laterais recuam, formando, sem recuar Cueva, um ofensivo 4-3-3, e, como o recuo de Cueva, um 4-4-2 em que a dinamicidade de Luiz Araújo seria um diferencial para auxiliar Pratto no ataque.

No segundo caso, radical mudança: um 4-2-3-1 em que o meio-campo povoado de jogadores com bom equilíbrio ajudariam a tornar a defesa mais sólida. Em um jogo em casa, a linha de 3 poderia rodar, confundindo a marcação. Em um jogo mais complicado, Thiago Mendes poderia ser recuado ao posto de volante para auxiliar mais diretamente na marcação, formando um 4-3-2-1 sólido na defesa e letal nos contra-ataques pelas pontas.

Santos

Por fim, quanto ao alvinegro praiano, o segundo esquema nem precisará ser comentado, pois já é conhecido de 10 em cada 10 torcedores santistas. O primeiro, porém, pode parecer chocante:

santos-4-1-4-1-2017santos-4-3-3-2017

Já que Dorival Júnior, pelo visto, quer promover, beneficamente, uma mudança de esquema tático, por que não utilizar o esquema da moda?

No caso, aproveitei-me da habilidade de Renato e de Thiago Maia e, em um momento em que Lucas Lima não mostra o seu melhor futebol, coloquei ambos como os centrais da segunda linha de 4. Obviamente que Maia pode ocupar o lugar de Leandro Donizete, assim como Lucas Lima o de Maia, mas, em um jogo fora de casa, não me parece ruim colocar um volante mais marcador e acompanhá-lo de dois que sabem conduzir bem o jogo, solidificando a defesa e não enfraquecendo o ataque.

Neste esquema, coloco Bruno Henrique no lugar de Copete porque Bruno me parece melhor no papel de meia criativo do que Copete, mas, é claro, o torcedor santista sabe que, para as quatro posições da segunda linha de quatro, não faltam boas opções, entre elas Thiago Ribeiro, Hernández, Longuine, Léo Cittadini, o já citado Lucas Lima, entre outros.

C’est fini, amigo leitor. Espero que tenha gostado.

Octavius é professor, graduado em Letras, antiolavette e polemista medíocre. Agradece à imprensa esportiva brasileira por lhe dar inspiração para escrever algo depois de um mês or so.

“Antis” e Depois

E aí, pessoal, tudo beleza? Andaram se divertindo com os últimos posts deste blog?

Bom, hoje, de novo, vou falar sobre o tema Futebol. Porém, desta vez, defenderei não a Sociedade Esportiva Palmeiras, como fiz no post Sociedade Esportiva Palmeiras 2012: A volta do que era para ser, mas sim o meu próprio time de coração, o Corinthians.

Eu poderia contar que o Corinthians foi fundado em 01/09/1910, que seu primeiro presidente foi Miguel Battaglia, que é o clube com maior torcida entre os quatro grandes de São Paulo (e a segunda no Brasil, só perdendo para o Flamengo -RJ) e todas as coisas que muitos já sabem, mas, para que todos possam conhecer mais sobre o clube, prefiro deixar, no final do post, um link de um site muito bom que achei sobre a história de clubes em geral, o que significa que, se o caro leitor for são-paulino, palmeirense ou santista (ou torcedor de outro time), também poderá consultar a página para saber algo mais da história do próprio time.

Poderia até fazer isso, mas não vim aqui dar uma aula de História do Corinthians ou do Futebol, mas sim, como disse anteriormente, defender tanto a honra do Corinthians quanto a de seus torcedores. Por que estou fazendo isso? Simplesmente porque andei vendo as famosas páginas anti-Corinthians do Facebook e senti certa hipocrisia nos comentários de muitos que atacavam o Corinthians e seus torcedores após a conquista do Mundial Interclubes de 2012.

Antes de tudo, é bom deixar claro que eu não vou aqui condenar toda e qualquer forma de zoação. Acho perfeitamente legítimo, quando o Corinthians perde, que os são-paulinos, por exemplo, postem uma de suas zoações, assim como não vejo problema em quando o corinthiano zomba do rival. Também não vejo problema em dizer “Chupa Bambi/ Gambá/Porco/Peixe Frito!” ou outras coisas, pois não creio que alguém tenha uma mente tão frágil a ponto de se sentir ofendido com algo tão pequeno.

Porém, a coisa muda de figura quando as brincadeiras saem do domínio do futebol e se transformam em acusações sérias e que ferem a honra de um torcedor, e isso vale tanto para o lado “anti” quanto para o lado “pró” Corinthians,  pois também vi posts desse tipo em páginas corinthianas, aos quais só não responderei porque este post ficaria ainda maior do que já vai ficar. No entanto, se os leitores quiserem que eu responda, mandem-me os posts com as acusações que são feitas e eu as responderei em outro post daqui. Afinal, não posso ser conivente com os erros da minha torcida, pois não seria justo com ninguém no fim das contas. Ah, também desmantelarei alguns argumentos de questões futebolísticas, como esquema tático, placar e etc (vocês vão entender o que eu quero dizer depois).

Mas, enfim,  vamos às respostas. Vou me basear nas acusações (ou nos argumentos) que vi em páginas “anti” após a conquista do Campeonato Mundial Interclubes FIFA 2012. Vamos a elas agora:

Primeiro argumento:”Corinthiano não pode ganhar título que já comemora com facada, tiro, pancada, assassinato, depredação. Aliás, se perder jogo então, sai um bando de maloqueiros nas ruas destruindo tudo o que vê pela frente.”

O ruim deste tipo de comentário, e dos outros que vou postar também, é a generalização (farei um post no futuro só sobre generalizações, não se preocupem). Uma coisa é falar “alguns corinthianos não podem…” ou “tem corinthiano que não pode ganhar…”. Outra é generalizar, dizendo que “corinthiano isso ou aquilo”. No primeiro caso, falar isso é possível pois é uma verdade. Existem corinthianos que não sabem ganhar nem perder, nem sequer apoiar o time, pois acabam depredando tudo, inclusive um Aeroporto, que é patrimônio público. Porém, isso não é uma exclusividade do Corinthians.

Um exemplo disso, e que pode ser bem lembrado por qualquer um que conheça alguns fatos de futebol, ocorreu com torcedores do São Paulo em 2005. Após ganharem o título da Libertadores em cima do Atlético-PR em um dos melhores jogos de um dos melhores times que vi jogar, alguns torcedores resolveram comemorar depredando simplesmente a avenida mais importante do Brasil, a Avenida Paulista de São Paulo – SP.

Porém, não é por isso que eu vou jogar toda a culpa sobre tudo o que ocorrer na Avenida Paulista a partir dessa data em cima dos são-paulinos, pois eu, ao contrário de alguns, sei que violência desnecessária, além de ter de ser rigorosamente punida (por ser contra pessoas ou contra o patrimônio PÚBLICO), não é exclusividade da torcida C, SP, P ou S. Temos casos barbarescos de brigas entre torcedores também entre palmeirenses e santistas (aliás, algumas das piores brigas de todos os tempos rolam exatamente em jogos do Palmeiras contra o Santos, ou vice-versa), flamenguistas e vascaínos, vascaínos e tricolores (torcedores do Fluminense), gremistas e colorados e muitos outros. Falando em gremistas, houve, até bem recentemente, um episódio lamentável quando do último jogo que o estádio Olímpico sediou. Ainda assim, não ouvi ninguém acusando gremistas de vândalos, bandidos ou nada assim? Curioso, não é?

Fora tudo isso, quando se fala em “corinthiano”, generaliza-se toda uma torcida por causa da atitude de uns e outros VÂNDALOS. O detalhe é que há corinthianos de todos os perfis: ateus, católicos, espíritas, evangélicos, muçulmanos, casados, solteiros, divorciados, pais de família, mães de família, capitalistas, comunistas, anarquistas, sindicalistas, enfim. O que quero dizer é que, em um grupo tão grande, qualquer generalização, especialmente uma generalização criminosa, é um risco. Vejam o meu caso, por exemplo: para comemorar o título Mundial, apenas fui para a frente de casa, dei um grito razoavelmente baixo e fiquei vibrando sozinho por um tempo. E conheço muita gente que fez isso, assim como vi gente indo ao shopping, na maior tranquilidade, com uma camiseta do time, como as pessoas fazem normalmente. Onde está o vandalismo aí?

A propósito, sobre vandalismo, também vou deixar alguns links com a opinião de comentaristas do nosso futebol sobre esses ditos torcedores.

Segundo argumento: “Ai, vocês pagaram o presidente da FIFA para ganhar esse título! Vocês compraram o juíz para ganhar a Copa do Brasil de 2009! Vocês pagaram também para ganhar em 2005! Vocês não tem um título só que seja legítimo só por isso!!!!”

Neste caso, a coisa fica um pouco mais grave. Além de desmerecer os diversos Paulistas, as outras Copas do Brasil, a Libertadores, os dois Mundiais e os outros 4 Brasileiros por causa do esquema de corrupção da arbitragem em 2005 e por causa dos ERROS DE ARBITRAGEM no jogo contra o Brasiliense-DF em 2009, cai-se aqui em algo que o nosso Código Penal vê como crime: calúnia e difamação. Afinal, estão acusando, sem provas cabais, uma entidade de participar de um mega-esquema de corrupção, o que é uma acusação muito grave e que põe em risco a honra dessa entidade. Isso, além de ser um argumento desonesto, é também CRIME, senhores. Portanto, é bom tomarmos cuidado com as acusações que fazemos por aí. Além disso, se formos ver bem, um monte de times também tem contas a prestar à sociedade, mas, ainda assim, ninguém os cobra por isso. Estranho, não?

Terceiro argumento: “Mundial de 2000 o cacete! Vocês foram convidados eu não sei porque! Ganhar de time brasileiro na final não é título mundial! Vasco não é time!  E o gol roubado contra o Raja Casablanca, do Marrocos?”

Primeiro: O erro, antes de tudo, foi da FIFA em convidar dois times do mesmo país para o primeiro Mundial. Como a FIFA, pelo visto, não conhecia os times do futebol brasileiro, eles acharam que o Corinthians ou o Vasco não teriam a capacidade de passar da primeira fase do torneio, especialmente contra adversários como Real Madrid – ESP e Manchester United – ING. Porém, o que aconteceu é que, graças a Edmundo do lado do Vasco e Edílson do lado corinthiano, os dois times avançaram até a final, sendo que o Vasco impôs um humilhante 3 a 0 sobre o Manchester, com show de Edmundo. Ou seja, a FIFA deveria, sim, ter procurado saber sobre os dois times.

Segundo: O gol “roubado” contra o Raja Casablanca NÃO LEVOU O CORINTHIANS À FINAL, porque não foi o primeiro, mas sim o segundo gol do Corinthians na partida. O Corinthians já ganhava de 1 a 0 antes disso, e teria continuado vencedor mesmo com a anulação do segundo gol.

Terceiro: Fomos convidados porque havíamos ganhado os Brasileirões de 1998 e 1999, ou seja, ainda éramos os atuais campeões brasileiros, o que faz o convite ser legítimo, pois esse é o modus operandi da competição até hoje. Eu sinceramente não sei é porque convidaram o Vasco, mas o convite do Corinthians era legítimo sim. A propósito, se formos usar esse argumento, um monte de time vai perder título, pois a maioria das competições começa com times CONVIDADOS. Mas, não sei né, vai que quem usa esse argumento quer isso mesmo, rsrsrsrsrs

Quarto (e derradeiro): Vasco não é time? Aham, que tal ver os Títulos do Clube de Regatas Vasco da Gama ? Se isso não for time, não sei mais o que é.

Quarto argumento: ” Ah, mas o Mundial mudou de formato, mimimi, mimimi, mimimi…”

Pois é, o Mundial mudou de formato assim como o fez o Brasileirão diversas vezes (sdds, mata-mata), como fez o Paulistão, e assim como vai mudar a Copa do Brasil. Se formos seguir esse critério, vamos tirar todos os títulos brasileiros do Palmeiras e quase todos do Flamengo, por exemplo. Não creio que queiramos isso, não é?

Quinto argumento: “Ai, vitória por 1 a 0 não vale, mimimi, mimimi, mimimi”

Bom, tudo bem então, vitória por 1 a 0 não vale. Com isso, os que usam esse argumento acabaram de tirar a legitimidade do Mundial Interclubes 2005 do São Paulo, que ganhou de 1 a 0 do Liverpool – ING na final (com uma atuação magistral do maior ídolo são-paulino de todos os tempos, Rogério Ceni), do Mundial Interclubes 2006 do Internacional, que ganhou do poderosíssimo Barcelona – ESP também por 1 a 0, além de títulos de outros clubes pelo mundo, como o Mundial de 1999 do Manchester United, ganho contra o Palmeiras-SP por 1 a 0. Meus sinceros parabéns.

Sexto argumento: “Retranca não vale! É por isso que o Brasil perdeu respeito no futebol!”

Jogar retrancado, em um futebol em que vale cada vez mais o resultado e cada vez menos o espetáculo, por estar totalmente mercantilizado, é uma tática válida. O que nos fez perder respeito não foi isso, mas sim o fato de revelarmos e mantermos pouquíssimos craques ou gênios da bola.

Sétimo argumento: “Analfabeto! Analfabeto! Não sabe escrever! Não passou do Ensino Médio! Noob.”

Antes de tudo, é provável que quem usa esse tipo de argumento IMBECILOIDE esteja escrevendo tão mal ou até pior do que aquele a quem dirige as críticas, ou então que tenha a maturidade de uma criança de 4 anos.

Segundo, a não ser que o que está escrito seja absolutamente ininteligível¹, isso não é motivo para você rir da cara de uma pessoa e desmerecer os seus argumentos, especialmente porque isso seria o equivalente a dizer que quem não domina a norma padrão não sabe pensar, o que até mesmo os mais puristas gramáticos atuais rejeitam com todas as forças.

Terceiro, é sempre bom a gente lembrar que as nossas famílias, com quase toda certeza, começaram com um casal de analfabetos, podendo estes ser nossos bisavós, nossos avós ou até mesmo nossos pais. Porém, estes mesmos “analfabetos” são geralmente as pessoas que nos passam os melhores valores sobre a vida, e são os que criaram aqueles que puderam fazer com que hoje estivéssemos concluindo ou cursando a universidade ou o ensino médio. Portanto, antes de usar esse argumentinho mixuruca, pense bem, pica das galáxias, pois você pode estar sendo ingrato sem saber, ou sem lembrar, e ingratidão nunca é algo bom.

Contra os “antis”, esses eram meus argumentos. Como dito antes, vou deixar os links que achei para vocês darem uma olhada e comprovarem o que digo. Porém, antes de terminar, eu quero contra-atacar um último argumento, pior do que qualquer argumento “anti”, porque este não é anti-Corinthians, anti-Palmeiras ou anti-outro time, mas sim anti-futebol, anti-diversão, anti-torcida:

Argumento extra: “Olha que bobeira, vocês aqui discutindo futebol enquanto, em Brasília, os corruptos nos roubam”.

Bom, primeiro, meus parabéns, você interrompe uma discussão importante para o torcedor para dar sua lição de moral nas pessoas. Excelente o seu comportamento.

Em segundo lugar, já passou pela sua cabeça, ó ser totalmente politizado que curiosamente está perdendo tempo no Facebook, que:

a- As pessoas não querem discutir corrupção em Brasília em pleno domingo de manhã?

b- O brasileiro, seja velho ou jovem, está pouco se lixando para a política?

Pois é, pela minha cabeça passa, e é por isso que, quando eu vou para discutir futebol, vou para discutir FUTEBOL, não para passar lição de moral sobre política nos outros, pois para isso há a escola e a família. Dizendo em português bem claro, ninguém é obrigado a te aguentar dando uma de pai dos outros e querendo falar sobre política com quem obviamente não está interessado. Discuta política onde isso for mais pertinente e com as pessoas CERTAS. Senão, ninguém vai te dar ouvidos mesmo, e você vai ficar com fama de demagogo, que é o que você merece, sinceramente.

Sobre o Autor: Octavius é graduando em Letras, professor, amante da Filosofia e corinthiano desde o pênalti  cobrado por Marcelinho Carioca e defendido por Marcos em uma semifinal de Libertadores que jurava ter ocorrido em 1999. Na briga entre organizadas, torce sempre contra todas e a favor da justiça. Manda, com frequência razoável, os defensores do time de 2005 à merda.

Links:


História do S.C.Corinthians Paulista: http://www.campeoesdofutebol.com.br/hist_corinthians.html

História de Outros Clubes: http://www.campeoesdofutebol.com.br/index.htm

Sobre a Depredação da Avenida Paulista pelos torcedores do São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u111069.shtml

Briga em Gre-Nal: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5745681-EI5030,00-Torcidas+brigam+entre+si+e+com+a+policia+antes+do+GreNal.html

Brigas entre Flamenguistas e Vascaínos:

http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,briga-entre-vascainos-e-flamenguistas-provoca-uma-morte,919061,0.htm

http://esporte.band.uol.com.br/futebol/estaduais/noticia/?id=275777

Sobre o Mundial Interclubes de 2000: http://www.campeoesdofutebol.com.br/corinthians_mundial2000.html

http://www.campeoesdofutebol.com.br/mundial_clubes.html

Jogo São Paulo 1 x 0 Liverpool no Mundial de 2005 (Melhores Momentos – 2º Tempo):

http://www.youtube.com/watch?v=eEj2NptbRT4

Internacional 1 X 0 Barcelona no Mundial de 2006 (Melhores Momentos): 

http://www.youtube.com/watch?v=KUq0_64-SWg

Palmeiras 0 x 1 Manchester United no Mundial de 1999 ( Melhores Momentos):

http://www.youtube.com/watch?v=ryMqC824HUU

Vandalismo no Futebol – Jogo Aberto:

http://www.youtube.com/watch?v=qMvjU5cf3J0

Sobre Campeonatos que mudaram de regulamento ao longo dos tempos:

http://fisiculturismo.com.br/forum/topic/53086-cbf-confirma-mudanca-no-regulamento-do-brasileirao/

http://www.artigonal.com/futebol-artigos/campeonato-brasileiro-2003-a-estreia-do-sistema-de-pontos-corridos-6301980.html

http://www.mp.pe.gov.br/index.pl/clipagem20101001_mais

Sobre Calúnia, Difamação e Injúria:

http://www.advogado.adv.br/artigos/2000/barroso/caldifaminjuria.htm

¹ininteligível: aquilo que não se pode entender (sabia dessa, piroca de concreto?)

*Originalmente publicado em “O Homem e a Crítica” em 17/12/2012