Santos

De novo, o futebol. De novo, times paulistas e suas formações possíveis

O título explica tudo, leitores. Com as especulações sobre o possível desempenho de cada time ao longo de 2017 e sobre as mudanças a serem feitas, este que vos fala decidiu fazer as suas também, colocando duas possíveis escalações para cada grande de São Paulo.

Lembrando, claro, que são só palpites de um torcedor que tem procurado cada vez mais entender o esporte de que tanto gosta. Não tenho, pois, qualquer tipo de autoridade que torne meu palpite irrefutável ou inatacável.

Comecemos, é lógico, pelo maior deles:

Corinthians

Pensei, para o time comandado por Carille e orquestrado até o momento por ele, Reusdriguinho, o Deus da bola, em dois esquemas táticos diferentes, mas que, a depender da escalação, poderiam ser utilizados no mesmo jogo, um para o momento ofensivo, outro para o momento defensivo, ou um para um tempo, outro para o outro:

corinthians-4-1-4-1-2017corinthians-4-4-2-2017

No primeiro caso, temos um 4-1-4-1 em que, com o recuo de Maycon ou de Rodriguinho para uma função de segundo volante, auxiliando Gabriel na marcação, Fágner e Guilherme Arana poderiam ser liberados para reforçarem o ataque pelas pontas e ajudarem Jádson e Kazim  a brilharem e/ou a municiarem o centroavante Jô (ou Léo Jabá) com bolas para que ele empurre para a rede como fez no clássico diante do Palmeiras.

No segundo caso, um 4-4-2 em que Rodriguinho faria função semelhante à de Renato Augusto no 4-2-3-1 (em alguns momentos, 4-1-4-1) de Tite de 2015, sendo o sustentáculo do meio-campo para que o veloz e criativo Jádson exerça suas melhores características, podendo inclusive atuar como um terceiro atacante para ajudar Kazim e Jô a infernizar as defesas alheias.

É possível, também, colocar, quando estiverem em melhor fase, Marlone ou Marquinhos Gabriel em alguma das pontas para aumentar a técnica e a velocidade. Não se deve abdicar, do mesmo modo, da experiência de Felipe Bastos e da versatilidade de Camacho, este último que, por ter se acostumado com o modo de jogar do Audax, pode cobrir várias ausências, talvez até mesmo a de Jadson ou a de Rodriguinho.

Outras mudanças que podem ser feitas são as entradas de Pedrinho, Léo Jabá, Moisés, Léo Príncipe, Pedro Henrique, Giovanni Augusto e, pasmem, até mesmo Guilherme poderia render bons frutos nesse esquema.

Palmeiras

Para o time até o momento comandado pelo filho de Nelsinho “se perde de um, perde de sete” Baptista, Eduardo, considerarei Moisés e Tchê Tchê como indisponíveis por um bom período, em especial Moisés, para diversificar os possíveis formatos que esse time poderia assumir com os mais diversos jogadores. Obviamente, o torcedor palmeirense, com as formações dadas, saberá melhor do que eu em que posição esses jogadores se encaixam. Aí vão:

palmeiras-3-4-3-2017palmeiras-4-1-4-1-2017

No segundo caso, mantive o esquema de Eduardo Baptista, apenas trocando os machucados por Veiga e Bastos, que me parecem as opções mais interessantes do time de verde no momento, apesar de haver Guerra, Arouca e vários outros a serem experimentados. Zé Roberto, inclusive, poderia deixar a lateral para Egídio ou M. Bastos e ir ao meio-campo.

No primeiro caso, pensei em um esquema, digamos, mutante. Como o leitor pode perceber, o que tentei fazer em minha prancheta foi um 3-4-3 com, aparentemente, apenas um volante (Melo), um meia armador (Veiga, Guerra ou algum outro que o palmeirense prefira) e dois meias laterais (Jean e Zé Roberto). Coloquei, também, Mina como um líbero nesse time por me parecer, de todos os zagueiros alviverdes, o mais habilidoso em saídas de bola.

O caso é que, na verdade, seria possível, nesse time, fazer diversas mudanças táticas entre partidas ou ao longo de uma partida. Jean e Zé Roberto poderiam recuar para a defesa, Dudu poderia recuar para ajudar Veiga na criação, e Mina poderia avançar como  volante, o que daria ao time alviverde um 4-4-2 em que Keno teria chances de fazer ainda mais sucesso do que fez com Grafite em um esquema parecido no Santa Cruz, mas sem tantas opções de alta qualidade no elenco.

Por óbvio, também seria possível apenas recuar Dudu para a criação de jogadas, formando um interessante 3-5-2 ofensivo, assim como tirar um dos atacantes e colocar mais um volante, formando um 3-5-2 tradicional. Além disso, poder-se-ia recuar Jean e Zé Roberto e avançar Mina, formando um 4-3-3 no mínimo ousado. Isso, é claro, fora os nomes que poderiam substituir, ao gosto do torcedor, Jean, Zé Roberto, Veiga, Dudu, Borja, Keno…

São Paulo

No tricolor comandado por Rogério Ceni, temos, também, várias opções com as quais especular:

sao-paulo-3-4-3-2017sao-paulo-4-2-3-1-2017

No primeiro caso, mesmo esquema do São Paulo do começo do ano: um 3-4-3 em que Rodrigo Caio funcionaria como uma espécie de líbero ou de terceiro volante, além de contar com uma defesa mais sólida, com um ataque mais potente e com um meio campo mais dinâmico. Cueva poderia ser recuado como meia de criação, formando um 3-5-2, assim como Rodrigo Caio poderia avançar enquanto os laterais recuam, formando, sem recuar Cueva, um ofensivo 4-3-3, e, como o recuo de Cueva, um 4-4-2 em que a dinamicidade de Luiz Araújo seria um diferencial para auxiliar Pratto no ataque.

No segundo caso, radical mudança: um 4-2-3-1 em que o meio-campo povoado de jogadores com bom equilíbrio ajudariam a tornar a defesa mais sólida. Em um jogo em casa, a linha de 3 poderia rodar, confundindo a marcação. Em um jogo mais complicado, Thiago Mendes poderia ser recuado ao posto de volante para auxiliar mais diretamente na marcação, formando um 4-3-2-1 sólido na defesa e letal nos contra-ataques pelas pontas.

Santos

Por fim, quanto ao alvinegro praiano, o segundo esquema nem precisará ser comentado, pois já é conhecido de 10 em cada 10 torcedores santistas. O primeiro, porém, pode parecer chocante:

santos-4-1-4-1-2017santos-4-3-3-2017

Já que Dorival Júnior, pelo visto, quer promover, beneficamente, uma mudança de esquema tático, por que não utilizar o esquema da moda?

No caso, aproveitei-me da habilidade de Renato e de Thiago Maia e, em um momento em que Lucas Lima não mostra o seu melhor futebol, coloquei ambos como os centrais da segunda linha de 4. Obviamente que Maia pode ocupar o lugar de Leandro Donizete, assim como Lucas Lima o de Maia, mas, em um jogo fora de casa, não me parece ruim colocar um volante mais marcador e acompanhá-lo de dois que sabem conduzir bem o jogo, solidificando a defesa e não enfraquecendo o ataque.

Neste esquema, coloco Bruno Henrique no lugar de Copete porque Bruno me parece melhor no papel de meia criativo do que Copete, mas, é claro, o torcedor santista sabe que, para as quatro posições da segunda linha de quatro, não faltam boas opções, entre elas Thiago Ribeiro, Hernández, Longuine, Léo Cittadini, o já citado Lucas Lima, entre outros.

C’est fini, amigo leitor. Espero que tenha gostado.

Octavius é professor, graduado em Letras, antiolavette e polemista medíocre. Agradece à imprensa esportiva brasileira por lhe dar inspiração para escrever algo depois de um mês or so.

“Antis” e Depois

E aí, pessoal, tudo beleza? Andaram se divertindo com os últimos posts deste blog?

Bom, hoje, de novo, vou falar sobre o tema Futebol. Porém, desta vez, defenderei não a Sociedade Esportiva Palmeiras, como fiz no post Sociedade Esportiva Palmeiras 2012: A volta do que era para ser, mas sim o meu próprio time de coração, o Corinthians.

Eu poderia contar que o Corinthians foi fundado em 01/09/1910, que seu primeiro presidente foi Miguel Battaglia, que é o clube com maior torcida entre os quatro grandes de São Paulo (e a segunda no Brasil, só perdendo para o Flamengo -RJ) e todas as coisas que muitos já sabem, mas, para que todos possam conhecer mais sobre o clube, prefiro deixar, no final do post, um link de um site muito bom que achei sobre a história de clubes em geral, o que significa que, se o caro leitor for são-paulino, palmeirense ou santista (ou torcedor de outro time), também poderá consultar a página para saber algo mais da história do próprio time.

Poderia até fazer isso, mas não vim aqui dar uma aula de História do Corinthians ou do Futebol, mas sim, como disse anteriormente, defender tanto a honra do Corinthians quanto a de seus torcedores. Por que estou fazendo isso? Simplesmente porque andei vendo as famosas páginas anti-Corinthians do Facebook e senti certa hipocrisia nos comentários de muitos que atacavam o Corinthians e seus torcedores após a conquista do Mundial Interclubes de 2012.

Antes de tudo, é bom deixar claro que eu não vou aqui condenar toda e qualquer forma de zoação. Acho perfeitamente legítimo, quando o Corinthians perde, que os são-paulinos, por exemplo, postem uma de suas zoações, assim como não vejo problema em quando o corinthiano zomba do rival. Também não vejo problema em dizer “Chupa Bambi/ Gambá/Porco/Peixe Frito!” ou outras coisas, pois não creio que alguém tenha uma mente tão frágil a ponto de se sentir ofendido com algo tão pequeno.

Porém, a coisa muda de figura quando as brincadeiras saem do domínio do futebol e se transformam em acusações sérias e que ferem a honra de um torcedor, e isso vale tanto para o lado “anti” quanto para o lado “pró” Corinthians,  pois também vi posts desse tipo em páginas corinthianas, aos quais só não responderei porque este post ficaria ainda maior do que já vai ficar. No entanto, se os leitores quiserem que eu responda, mandem-me os posts com as acusações que são feitas e eu as responderei em outro post daqui. Afinal, não posso ser conivente com os erros da minha torcida, pois não seria justo com ninguém no fim das contas. Ah, também desmantelarei alguns argumentos de questões futebolísticas, como esquema tático, placar e etc (vocês vão entender o que eu quero dizer depois).

Mas, enfim,  vamos às respostas. Vou me basear nas acusações (ou nos argumentos) que vi em páginas “anti” após a conquista do Campeonato Mundial Interclubes FIFA 2012. Vamos a elas agora:

Primeiro argumento:”Corinthiano não pode ganhar título que já comemora com facada, tiro, pancada, assassinato, depredação. Aliás, se perder jogo então, sai um bando de maloqueiros nas ruas destruindo tudo o que vê pela frente.”

O ruim deste tipo de comentário, e dos outros que vou postar também, é a generalização (farei um post no futuro só sobre generalizações, não se preocupem). Uma coisa é falar “alguns corinthianos não podem…” ou “tem corinthiano que não pode ganhar…”. Outra é generalizar, dizendo que “corinthiano isso ou aquilo”. No primeiro caso, falar isso é possível pois é uma verdade. Existem corinthianos que não sabem ganhar nem perder, nem sequer apoiar o time, pois acabam depredando tudo, inclusive um Aeroporto, que é patrimônio público. Porém, isso não é uma exclusividade do Corinthians.

Um exemplo disso, e que pode ser bem lembrado por qualquer um que conheça alguns fatos de futebol, ocorreu com torcedores do São Paulo em 2005. Após ganharem o título da Libertadores em cima do Atlético-PR em um dos melhores jogos de um dos melhores times que vi jogar, alguns torcedores resolveram comemorar depredando simplesmente a avenida mais importante do Brasil, a Avenida Paulista de São Paulo – SP.

Porém, não é por isso que eu vou jogar toda a culpa sobre tudo o que ocorrer na Avenida Paulista a partir dessa data em cima dos são-paulinos, pois eu, ao contrário de alguns, sei que violência desnecessária, além de ter de ser rigorosamente punida (por ser contra pessoas ou contra o patrimônio PÚBLICO), não é exclusividade da torcida C, SP, P ou S. Temos casos barbarescos de brigas entre torcedores também entre palmeirenses e santistas (aliás, algumas das piores brigas de todos os tempos rolam exatamente em jogos do Palmeiras contra o Santos, ou vice-versa), flamenguistas e vascaínos, vascaínos e tricolores (torcedores do Fluminense), gremistas e colorados e muitos outros. Falando em gremistas, houve, até bem recentemente, um episódio lamentável quando do último jogo que o estádio Olímpico sediou. Ainda assim, não ouvi ninguém acusando gremistas de vândalos, bandidos ou nada assim? Curioso, não é?

Fora tudo isso, quando se fala em “corinthiano”, generaliza-se toda uma torcida por causa da atitude de uns e outros VÂNDALOS. O detalhe é que há corinthianos de todos os perfis: ateus, católicos, espíritas, evangélicos, muçulmanos, casados, solteiros, divorciados, pais de família, mães de família, capitalistas, comunistas, anarquistas, sindicalistas, enfim. O que quero dizer é que, em um grupo tão grande, qualquer generalização, especialmente uma generalização criminosa, é um risco. Vejam o meu caso, por exemplo: para comemorar o título Mundial, apenas fui para a frente de casa, dei um grito razoavelmente baixo e fiquei vibrando sozinho por um tempo. E conheço muita gente que fez isso, assim como vi gente indo ao shopping, na maior tranquilidade, com uma camiseta do time, como as pessoas fazem normalmente. Onde está o vandalismo aí?

A propósito, sobre vandalismo, também vou deixar alguns links com a opinião de comentaristas do nosso futebol sobre esses ditos torcedores.

Segundo argumento: “Ai, vocês pagaram o presidente da FIFA para ganhar esse título! Vocês compraram o juíz para ganhar a Copa do Brasil de 2009! Vocês pagaram também para ganhar em 2005! Vocês não tem um título só que seja legítimo só por isso!!!!”

Neste caso, a coisa fica um pouco mais grave. Além de desmerecer os diversos Paulistas, as outras Copas do Brasil, a Libertadores, os dois Mundiais e os outros 4 Brasileiros por causa do esquema de corrupção da arbitragem em 2005 e por causa dos ERROS DE ARBITRAGEM no jogo contra o Brasiliense-DF em 2009, cai-se aqui em algo que o nosso Código Penal vê como crime: calúnia e difamação. Afinal, estão acusando, sem provas cabais, uma entidade de participar de um mega-esquema de corrupção, o que é uma acusação muito grave e que põe em risco a honra dessa entidade. Isso, além de ser um argumento desonesto, é também CRIME, senhores. Portanto, é bom tomarmos cuidado com as acusações que fazemos por aí. Além disso, se formos ver bem, um monte de times também tem contas a prestar à sociedade, mas, ainda assim, ninguém os cobra por isso. Estranho, não?

Terceiro argumento: “Mundial de 2000 o cacete! Vocês foram convidados eu não sei porque! Ganhar de time brasileiro na final não é título mundial! Vasco não é time!  E o gol roubado contra o Raja Casablanca, do Marrocos?”

Primeiro: O erro, antes de tudo, foi da FIFA em convidar dois times do mesmo país para o primeiro Mundial. Como a FIFA, pelo visto, não conhecia os times do futebol brasileiro, eles acharam que o Corinthians ou o Vasco não teriam a capacidade de passar da primeira fase do torneio, especialmente contra adversários como Real Madrid – ESP e Manchester United – ING. Porém, o que aconteceu é que, graças a Edmundo do lado do Vasco e Edílson do lado corinthiano, os dois times avançaram até a final, sendo que o Vasco impôs um humilhante 3 a 0 sobre o Manchester, com show de Edmundo. Ou seja, a FIFA deveria, sim, ter procurado saber sobre os dois times.

Segundo: O gol “roubado” contra o Raja Casablanca NÃO LEVOU O CORINTHIANS À FINAL, porque não foi o primeiro, mas sim o segundo gol do Corinthians na partida. O Corinthians já ganhava de 1 a 0 antes disso, e teria continuado vencedor mesmo com a anulação do segundo gol.

Terceiro: Fomos convidados porque havíamos ganhado os Brasileirões de 1998 e 1999, ou seja, ainda éramos os atuais campeões brasileiros, o que faz o convite ser legítimo, pois esse é o modus operandi da competição até hoje. Eu sinceramente não sei é porque convidaram o Vasco, mas o convite do Corinthians era legítimo sim. A propósito, se formos usar esse argumento, um monte de time vai perder título, pois a maioria das competições começa com times CONVIDADOS. Mas, não sei né, vai que quem usa esse argumento quer isso mesmo, rsrsrsrsrs

Quarto (e derradeiro): Vasco não é time? Aham, que tal ver os Títulos do Clube de Regatas Vasco da Gama ? Se isso não for time, não sei mais o que é.

Quarto argumento: ” Ah, mas o Mundial mudou de formato, mimimi, mimimi, mimimi…”

Pois é, o Mundial mudou de formato assim como o fez o Brasileirão diversas vezes (sdds, mata-mata), como fez o Paulistão, e assim como vai mudar a Copa do Brasil. Se formos seguir esse critério, vamos tirar todos os títulos brasileiros do Palmeiras e quase todos do Flamengo, por exemplo. Não creio que queiramos isso, não é?

Quinto argumento: “Ai, vitória por 1 a 0 não vale, mimimi, mimimi, mimimi”

Bom, tudo bem então, vitória por 1 a 0 não vale. Com isso, os que usam esse argumento acabaram de tirar a legitimidade do Mundial Interclubes 2005 do São Paulo, que ganhou de 1 a 0 do Liverpool – ING na final (com uma atuação magistral do maior ídolo são-paulino de todos os tempos, Rogério Ceni), do Mundial Interclubes 2006 do Internacional, que ganhou do poderosíssimo Barcelona – ESP também por 1 a 0, além de títulos de outros clubes pelo mundo, como o Mundial de 1999 do Manchester United, ganho contra o Palmeiras-SP por 1 a 0. Meus sinceros parabéns.

Sexto argumento: “Retranca não vale! É por isso que o Brasil perdeu respeito no futebol!”

Jogar retrancado, em um futebol em que vale cada vez mais o resultado e cada vez menos o espetáculo, por estar totalmente mercantilizado, é uma tática válida. O que nos fez perder respeito não foi isso, mas sim o fato de revelarmos e mantermos pouquíssimos craques ou gênios da bola.

Sétimo argumento: “Analfabeto! Analfabeto! Não sabe escrever! Não passou do Ensino Médio! Noob.”

Antes de tudo, é provável que quem usa esse tipo de argumento IMBECILOIDE esteja escrevendo tão mal ou até pior do que aquele a quem dirige as críticas, ou então que tenha a maturidade de uma criança de 4 anos.

Segundo, a não ser que o que está escrito seja absolutamente ininteligível¹, isso não é motivo para você rir da cara de uma pessoa e desmerecer os seus argumentos, especialmente porque isso seria o equivalente a dizer que quem não domina a norma padrão não sabe pensar, o que até mesmo os mais puristas gramáticos atuais rejeitam com todas as forças.

Terceiro, é sempre bom a gente lembrar que as nossas famílias, com quase toda certeza, começaram com um casal de analfabetos, podendo estes ser nossos bisavós, nossos avós ou até mesmo nossos pais. Porém, estes mesmos “analfabetos” são geralmente as pessoas que nos passam os melhores valores sobre a vida, e são os que criaram aqueles que puderam fazer com que hoje estivéssemos concluindo ou cursando a universidade ou o ensino médio. Portanto, antes de usar esse argumentinho mixuruca, pense bem, pica das galáxias, pois você pode estar sendo ingrato sem saber, ou sem lembrar, e ingratidão nunca é algo bom.

Contra os “antis”, esses eram meus argumentos. Como dito antes, vou deixar os links que achei para vocês darem uma olhada e comprovarem o que digo. Porém, antes de terminar, eu quero contra-atacar um último argumento, pior do que qualquer argumento “anti”, porque este não é anti-Corinthians, anti-Palmeiras ou anti-outro time, mas sim anti-futebol, anti-diversão, anti-torcida:

Argumento extra: “Olha que bobeira, vocês aqui discutindo futebol enquanto, em Brasília, os corruptos nos roubam”.

Bom, primeiro, meus parabéns, você interrompe uma discussão importante para o torcedor para dar sua lição de moral nas pessoas. Excelente o seu comportamento.

Em segundo lugar, já passou pela sua cabeça, ó ser totalmente politizado que curiosamente está perdendo tempo no Facebook, que:

a- As pessoas não querem discutir corrupção em Brasília em pleno domingo de manhã?

b- O brasileiro, seja velho ou jovem, está pouco se lixando para a política?

Pois é, pela minha cabeça passa, e é por isso que, quando eu vou para discutir futebol, vou para discutir FUTEBOL, não para passar lição de moral sobre política nos outros, pois para isso há a escola e a família. Dizendo em português bem claro, ninguém é obrigado a te aguentar dando uma de pai dos outros e querendo falar sobre política com quem obviamente não está interessado. Discuta política onde isso for mais pertinente e com as pessoas CERTAS. Senão, ninguém vai te dar ouvidos mesmo, e você vai ficar com fama de demagogo, que é o que você merece, sinceramente.

Sobre o Autor: Octavius é graduando em Letras, professor, amante da Filosofia e corinthiano desde o pênalti  cobrado por Marcelinho Carioca e defendido por Marcos em uma semifinal de Libertadores que jurava ter ocorrido em 1999. Na briga entre organizadas, torce sempre contra todas e a favor da justiça. Manda, com frequência razoável, os defensores do time de 2005 à merda.

Links:


História do S.C.Corinthians Paulista: http://www.campeoesdofutebol.com.br/hist_corinthians.html

História de Outros Clubes: http://www.campeoesdofutebol.com.br/index.htm

Sobre a Depredação da Avenida Paulista pelos torcedores do São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u111069.shtml

Briga em Gre-Nal: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5745681-EI5030,00-Torcidas+brigam+entre+si+e+com+a+policia+antes+do+GreNal.html

Brigas entre Flamenguistas e Vascaínos:

http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,briga-entre-vascainos-e-flamenguistas-provoca-uma-morte,919061,0.htm

http://esporte.band.uol.com.br/futebol/estaduais/noticia/?id=275777

Sobre o Mundial Interclubes de 2000: http://www.campeoesdofutebol.com.br/corinthians_mundial2000.html

http://www.campeoesdofutebol.com.br/mundial_clubes.html

Jogo São Paulo 1 x 0 Liverpool no Mundial de 2005 (Melhores Momentos – 2º Tempo):

http://www.youtube.com/watch?v=eEj2NptbRT4

Internacional 1 X 0 Barcelona no Mundial de 2006 (Melhores Momentos): 

http://www.youtube.com/watch?v=KUq0_64-SWg

Palmeiras 0 x 1 Manchester United no Mundial de 1999 ( Melhores Momentos):

http://www.youtube.com/watch?v=ryMqC824HUU

Vandalismo no Futebol – Jogo Aberto:

http://www.youtube.com/watch?v=qMvjU5cf3J0

Sobre Campeonatos que mudaram de regulamento ao longo dos tempos:

http://fisiculturismo.com.br/forum/topic/53086-cbf-confirma-mudanca-no-regulamento-do-brasileirao/

http://www.artigonal.com/futebol-artigos/campeonato-brasileiro-2003-a-estreia-do-sistema-de-pontos-corridos-6301980.html

http://www.mp.pe.gov.br/index.pl/clipagem20101001_mais

Sobre Calúnia, Difamação e Injúria:

http://www.advogado.adv.br/artigos/2000/barroso/caldifaminjuria.htm

¹ininteligível: aquilo que não se pode entender (sabia dessa, piroca de concreto?)

*Originalmente publicado em “O Homem e a Crítica” em 17/12/2012